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Ralph Orlowski
Ralph Orlowski

Mercados internacionais sobem em dia de decisão de política monetária na Europa

Banco Central Europeu manteve sua política monetária e os estímulos adotados durante o pior momento da pandemia; pedidos de auxílio-desemprego subiram acima do esperado nos EUA

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2021 | 17h40

Os principais índices do exterior fecharam em alta nesta quinta-feira, 22, com a Europa de olho na decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre a política monetária da região. Na agenda de indicadores, os investidores monitoraram a situação do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

Como já era esperado pelo mercado, o Banco Central Europeu manteve hoje a sua política monetária inalterada, incluindo juros e o volume do seu programa de compra de títulos públicos, como era esperado. O BCE também alterou sua projeção para inflação do bloco para 2%. De acordo com a Capital Economics, a postura do BCE sinaliza que a entidade será mais tolerante com longos períodos de juro baixo. 

Na agenda de indicadores, o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiu 51 mil na semana, a 419 mil, ante previsão de 350 mil dos analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal. O índice de atividade nacional do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Chicago, por sua vez, recuou de 0,26 em maio a 0,09 em junho.

Ficou ainda no radar as tensões entre os Estados Unidos e China. Ontem, Washington anunciou que a vice-secretária de Estado americana, Wendy Sherman, viajará a Pequim nos dias 25 e 26 de julho. Nesta semana, os EUA e países aliados acusaram a China de ter usado o sistema de e-mails Microsoft Exchange para praticar ciberespionagem no mundo, o que foi negado pelas autoridades chinesas.  

Sobre a pandemia, a força-tarefa da Casa Branca para a covid-19 alertou que há um novo crescimento no número de casos positivos no país, em especial por conta da variante Delta. A cepa já representa 83% do total de casos nos EUA. Na visão do Danske Bank, apesar da alta de casos, com a população mais vulnerável protegida pela vacina, as novas ondas de contaminação devem ser bem menos severas. O banco afirma manter sua visão de que novas restrições não devem ser impostas nos próximos meses nem nos EUA, nem na Europa, devido ao andamento da vacinação.

Bolsas da Europa

A exceção ao clima positivo do mercado europeu foi a Bolsa de Londres, que fechou em queda de 0,43%, afetada pelo recuo das ações de petroleiras, com BPe Royal Dutch Shell caindo 1,88% e 1,67% cada, e também da Unilever, que cedeu 5,87% após informar queda de 3,53% no lucro do primeiro semestre de 2021, em relação ao mesmo período do ano passado.

No lado positivo, o índice Stoxx 600, que concentra as principais empresas de região, subiu 0,56%, enquanto Frankfurt teve ganho de 0,60% e Paris, de 0,26%. Já os índices de MilãoMadri e Lisboa registraram ganhos de 0,53%, 0,64% e 0,57%, respectivamente.

Bolsas de Nova York

Os índices do mercado de Nova York também subiram, ainda que os ganhos tenham sido mais contidos. O Dow Jones teve variação positiva de 0,07%, enquanto S&P 500 e Nasdaq subiram 0,20% e 0,36% cada.

Bolsas da Ásia

Apesar do feriado que fechou o mercado de Tóquio, o clima também foi positivo na Ásia. Os índices chineses de Xangai Shenzhen subiram 0,3% e 0,5% cada, enquanto Hong Kong  teve ganho de 1,8% e Seul, de 1,1%.

Na Oceania, a bolsa australiana subiu 1,1%, mesmo em meio ao lockdown no país para conter a piora da pandemia de covid-19. 

Petróleo

petróleo fechou em forte alta nesta quinta-feira, de mais de 2%, e retomou os níveis registrados na sexta-feira passada, 19, última sessão antes do tombo de segunda-feira, 19, quando os contratos registraram baixa de cerca de 7%. Analistas avaliam que o recuo brusco refletiu uma reação exagerada à disseminação da variante delta do coronavírus, o que explica a rápida recuperação.    

O barril do petróleo WTI com entrega prevista em setembro avançou 2,29%, a US$ 71,91, enquanto o do Brent com entrega para o mesmo mês subiu 2,16%, a US$ 73,79. /MAIARA SANTIAGO, IANDER PORCELLA, GABRIEL CALDEIRA E GABRIEL BUENO DA COSTA

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