Estadão
Estadão

Bolsa fecha em alta de 0,61%, aos 86.900 pontos

Bolsa sobe embalada por boas perspectivas na economia doméstica; dólar fecha em alta de 0,18% cotado em R$ 3,2578

Simone Cavalcanti e Paula Dias, O Estado de S.Paulo

12 Março 2018 | 19h12

A Bolsa encerrou o pregão em alta de 0,61% nesta segunda-feira, 12, aos 86.900,43 pontos. Segundo analistas, ainda sem um noticiário político que azede o humor pelo aumento das incertezas sobre a corrida eleitoral, a valorização do Ibovespa segue embalada pelas boas perspectivas macroeconômicas presentes para o mercado doméstico.

Para Eduardo Guimarães, analista da Levante Ideias de Investimento, as ações das empresas que fazem parte do Ibovespa, índice formado pelas ações com maior volume negociado nos últimos meses, sobem com o otimismo dos investidores em relação ao plano doméstico e respondendo aos bons resultados corporativos que têm sido apresentados. 

+ Ministro da Fazenda diz que juros podem cair mais

"Em geral, as empresas ainda estão com capacidade ociosa e uma pequena melhora na demanda ajuda, impacta positivamente no faturamento", diz, ressaltando que isso ocorre em um ambiente de inflação sob controle, reforçando a expectativa de nova queda da taxa de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na semana que vem. 

Do ponto de vista externo, o olhar dos investidores segue nos Estados Unidos, pois ainda prevalecem incertezas em torno da questão comercial que envolve sobretaxas para a importação do aço e do alumínio, além das dúvidas sobre a força que o Federal Reserve colocará na condução do aperto monetário. 

+ Telefônica Brasil anuncia investimentos totais de R$26,5 bi até 2020​

Câmbio. A segunda-feira foi de agenda escassa, o que contribuiu para uma sessão morna no mercado de câmbio brasileiro, especialmente no mercado futuro. Ao longo do dia, o dólar oscilou em um intervalo estreito, de apenas R$ 0,01, com consolidação de viés de alta no período da tarde. Ao final dos negócios, a moeda americana ficou em R$ 3,2578 no mercado à vista, com ganho de 0,18%.

A pressão compradora foi determinada pelo cenário externo, que mostrou queda dos preços do petróleo e alguma cautela do investidor com indefinições do quadro norte-americano.

"O dia apresentou um quadro misto, com o dólar sem um direcionamento muito claro no exterior e no Brasil. Com a agenda muito fraca, os mercados operaram em 'stand by'", disse Ignácio Crespo, economista da Guide Investimentos.

Crespo afirma que, a principal expectativa para os próximos dias é a reunião de política monetária do Federal Reserve, na próxima semana. "Mais relevante que a decisão em si serão as sinalizações do Fed, à medida que o mercado vem aumentando a precificação de quatro altas de juros nos Estados Unidos", disse o economista.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.