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Bolsa fecha em alta e atinge novo pico no ano

Índice Bovespa avançou 0,64% e ultrapassou os 57 mil pontos, acumulando seis semanas de ganhos; dólar avançou durante a manhã, mas virou para o terreno negativo e fechou cotado a R$ 3,25

Paula Dias, O Estado de S.Paulo

22 Julho 2016 | 17h44

A Bovespa avançou nesta sexta-feira, 22, e galgou um novo pico no ano. O Índice Bovespa, o principal da Bolsa brasileira, fechou em alta de 0,64%, aos 57.002,08 pontos, no maior patamar desde 15 de maio de 2015. Na semana, o índice acumulou ganhos de 2,56%, completando uma série de seis semanas seguidas de alta, maior sequência de valorização desde outubro de 2010.

Já o dólar fechou em queda frente ao real, firmando-se em baixa durante a tarde após oscilar durante boa parte do dia, com operadores citando alguma recuperação nas praças financeiras externas e entradas de recursos nos mercados futuro e à vista. A moeda recuou 0,80% e fechou cotada a R$ 3,2588, em baixa de 0,26% na semana. O volume financeiro somou cerca de US$ 1,334 bilhão.

Com a agenda política e econômica escassa, o que vem ganhando espaço é o noticiário corporativo. Além da temporada de balanços que se inicia, os investidores aguardam uma maior movimentação das empresas, por meio de fusões, aquisições e venda de ativos de estatais.

As ações dos bancos foram grandes responsáveis pela nova valorização do Ibovespa. Depois de uma correção na véspera, esses papéis, que respondem por cerca de 25% da carteira do índice, retomaram a trajetória de alta. A reação acontece poucos dias antes do início dos balanços do setor, no próximo dia 27, com Santander Brasil. No dia seguinte (28) será a vez do Bradesco. Ao final do pregão, as units do Santander tiveram alta de 2,26%, seguidas por Bradesco PN (+0,66%) e Itaú Unibanco PN (+0,62%). Banco do Brasil não se recuperou das perdas da véspera e manteve o viés negativo, com queda de 1,62%. 

As ações da Petrobras também se sobressaíram no pregão desta sexta-feira, ao resistir em parte às fortes quedas do petróleo nas bolsas de Londres e Nova York. Petrobras PN terminou o dia em alta de 0,76%, enquanto Petrobras ON, favorita dos investidores estrangeiros, terminou o dia em baixa de 0,36%. O bom desempenho é atribuído a expectativas positivas quanto ao plano de desinvestimento da estatal, para amortização de dívidas. Nesta sexta, o conselho de administração da petroleira iria deliberar hoje sobre a proposta de mudança no modelo de venda da BR Distribuidora.

Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, a maior alta ficou com Localiza ON (+5,52%),  como reflexo da divulgação de balanço trimestral. A empresa anunciou ontem um lucro líquido de R$ 98 milhões, alta de 4,9% ante o mesmo período do ano passado. O Ebitda foi de R$ 234,3 milhões entre abril e junho, 5,1% acima do mesmo período de 2015. O setor siderúrgico também teve relevância na alta do índice, dando continuidade ao movimento da véspera. Gerdau PN fechou em alta de 5,35%, Gerdau Metalúrgica PN avançou 4% e CSN ON subiu 0,74%. Já Vale ON e PNA caíram 1,44% e 0,71%, respectivamente, em sintonia com o recuo de 0,7% do minério de ferro no mercado à vista chinês. 

Com o resultado de hoje, o Ibovespa acumula alta de 10,63% em julho e de 31,50% em 2016. O volume de negócios nesta sessão totalizou R$ 5,61 bilhões.

Câmbio. Em mais um dia de volatilidade, o dólar ante o real fechou perto das mínimas, registradas na última hora de negociação. A moeda norte-americana acelerou o recuo ante o real e também passou a cair ante o peso chileno e o peso mexicano no fim da tarde, após o petróleo ter reduzido as perdas no fechamento dos mercados em Londres e Nova York. Segundo um operador de uma corretora, houve uma corrida para venda com apuração de ganhos, após a moeda ter alcançado as máximas no começo da tarde, acima de R$ 3,30 no mercado futuro. Em consequência, o dólar à vista testou mínima de R$ 3,2546 (-0,93%). 

No mercado doméstico, a moeda subiu pela manhã e no começo da tarde, pressionada pela queda de commodities e da ação do Banco Central, com a venda de swap reverso, disse um operador.  O minério de ferro caiu hoje na China e acumulou perdas de 3,6% na semana. O petróleo manteve-se em baixa diante das preocupações com o excesso de oferta, voltando a ser cotado abaixo de US$ 45 por barril em Nova York. O cobre também recuou em meio ao dólar forte no exterior. O avanço do PMI industrial dos Estados Unidos em julho ao maior nível desde outubro contribuiu ainda para os ganhos da moeda americana porque reforça especulações em torno da reunião de política monetária do Federal Reserve, na próxima semana. /COM REUTERS

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