Bolsa fecha estável e dólar se aproxima do patamar de R$ 2,49

Bovespa teve um pregão bastante instável, mas encerrou praticamente estável, em queda de 0,04%, diante da postura de cautela dos investidores antes do 2º turno das eleições

Claudia Violante, Agência Estado

22 de outubro de 2014 | 10h04

Atualizado às 18h05

A Bovespa teve um pregão bastante volátil nesta quarta-feira. A queda de quase 6% nas duas sessões anteriores abriu espaço para uma recuperação do Ibovespa, mas o movimento não se sustentou. As bolsas norte-americanas perderam fôlego e prejudicaram a recuperação, ao mesmo tempo em que o investidor resolveu pisar no freio nestes últimos pregões antes do segundo turno das eleições. A última pesquisa Datafolha favoreceu a cautela. 

Neste cenário, a bolsa paulista caiu pela terceira sessão consecutiva. O índice registrou baixa de 0,04%, aos 52.411,03 pontos. No mês, acumula perda de 3,15% e, no ano, alta de 1,76%. O giro financeiro totalizou R$ 7,032 bilhões, bem abaixo do negociado nos últimos dias.

Já o dólar voltou a subir e terminou o dia em alta de 0,57%, cotado a R$ 2,4880. A alta da divisa dos EUA no exterior também influenciou o mercado de câmbio.

A sondagem do Datafolha trouxe Dilma Rousseff com 52% dos votos válidos e Aécio Neves, com 48%, repetindo o levantamento anterior, apesar de, na contagem de votos totais, Dilma ter subido de 46% para 47%. Outras pesquisas serão conhecidas nos próximos dias e o clima é de incerteza, daí o investidor ter se precavido e evitado assumir posição compradora hoje. Amanhã, sai pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo e também Datafolha. 

Petrobrás, que subiu mais de 2% durante a sessão, virou para baixo e fechou em -0,86% na ON e -0,42%. BB ON recuou 2,31%, Bradesco PN subiu 0,23%, Itaú Unibanco PN teve baixa de 0,21% e BM&FBovespa ON sofreu perda de 1,12%. Vale ON fechou estável e Vale PNA subiu 0,35%. 

Na terça-feira, após o fechamento do mercado, a Moody's anunciou rebaixamento da nota de risco de crédito (rating) da estatal, devido ao alto endividamento da empresa e ao cenário internacional desfavorável. Segundo operadores, a decisão da agência já estava precificada e por isso as ações não sofreram hoje.

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