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Bolsa fecha no vermelho pelo quarto pregão seguido

 Ibovespa acompanha movimento externo e volta aos 55 mil pontos

Claudia Violante, da Agência Estado,

19 de dezembro de 2011 | 18h28

Hoje pode ter sido o último pregão 'animado' na Bovespa em 2011.  O exercício de opções sobre ações engordou o giro financeiro no mercado acionário doméstico, na contramão do que já foi visto no exterior. Mas é o ritmo lento lá de fora que deve ser a regra nas próximas duas semanas. Neste pregão, declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, fizeram as bolsas da região mudarem de sinal e a Bovespa, a acompanhar e cair, pisando nos 55 mil pontos pela primeira vez em dezembro. 

O Ibovespa terminou o dia com perda de 1,42%, aos 55.298,33 pontos, na mínima pontuação do dia e no menor nível desde 25 de novembro (54.894,49 pontos). Na máxima do dia, o índice registrou 56.376 pontos (+0,50%). Foi a quarta sessão seguida no vermelho, período em que caiu 3,82%. No mês, acumula perda de 2,77% e, no ano, de 20,21%.

A expectativa dos agentes é de que nas próximas duas semanas o ritmo seja fraco no mercado, já que muitos investidores já estão em recesso ou vão esperar o ano virar para realocar seus recursos. A expectativa é de que um desfecho para a crise europeia não virá agora, então é melhor esperar. 

Sobre o bloco, hoje os 27 ministros de Finanças da União Europeia se reuniram para decidir sobre um empréstimo ao FMI. A expectativa era sobre um montante de 200 bilhões de euros, mas o resultado foi um pouco menor, de 150 bilhões de euros, embora o Reino Unido ainda não tenha dito qual será sua contribuição. Isso só deve ocorrer no início do próximo ano. 

Antes do resultado do encontro, o mercado se deixou abalar por declarações do presidente do BCE, Mario Draghi, que afirmou que apenas a austeridade fiscal não é suficiente e de que é preciso mais para sanar os problemas na zona do euro. Ele disse também que a compra de títulos soberanos no mercado secundário pelo BCE não é eterna nem infinita e também não pode ser empregada com mais intensidade.

As ações da Petrobras recuaram 0,44% na ON e 0,85% na PN. Vale ON fechou em baixa de 1,56% e a PNA, de 1,76%.

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