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Estadão
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Bolsa interrompe sequência de cinco quedas e fecha em alta de 1,27%

Trégua momentânea obtida pelo governo no Congresso fez o Ibovespa sustentar os ganhos ao longo de todo o dia, mas ainda abaixo do nível dos 49 mil pontos

Claudia Violante, Agência Estado

11 de março de 2015 | 11h47

Atualizado às 17h50

A momentânea trégua obtida pelo governo no Congresso com a MP que escalona o reajuste da tabela do IR permitiu à Bovespa interromper uma sequência de cinco quedas consecutivas. O principal índice à vista trabalhou o dia todo em alta e superou 1% de ganhos, sem conseguir, entretanto, resgatar o patamar de 49 mil pontos. Os ganhos foram disseminados pelos papéis do índice enquanto, do lado negativo, Braskem desabou quase 20%, após ter seu nome citado como envolvida no esquema de propina da Lava Jato.

O Ibovespa terminou o dia em alta de 1,27%, aos 48.905,68 pontos. Na mínima, registrou 48.309 pontos (+0,03%) e, na máxima, 48.937 pontos (+1,33%). No mês, acumula perda de 5,19% e, no ano, de 2,20%. O giro totalizou R$ 7,062 bilhões.

O movimento doméstico foi na contramão das bolsas norte-americanas, onde os principais índices recuaram diante da expectativa do início do aumento de juros pelo Federal Reserve num horizonte de curto prazo. O Dow Jones terminou a sessão em baixa de 0,16%, aos 17.635,39 pontos, o S&P recuou 0,19%, aos 2.040,24 pontos, e o Nasdaq teve perda de 0,20%, aos 4.849,94 pontos.


Depois de conseguir chegar a um acordo com o presidente do Senado, Renan Calheiros, sobre o IR, o governo também pode sair-se bem na Câmara, que previa votar nesta quarta-feira a extensão das regras de reajuste do salário mínimo para o regime geral da Previdência. Isso porque houve um prolongamento da sessão no Congresso, o que pode fazer o governo conseguir o adiamento da votação do mínimo. Durante todo o dia, no entanto, o mercado ficou de olho nos parlamentares, à espera dessa apreciação.

No fechamento, Petrobras ON subiu 1,80% e a PN, 2,81%. Bradesco PN, +3%, Itaú Unibanco PN, +3,39%, Ambev ON, +2,32%, e, entre as maiores altas: Gol PN (+8,23%), Light ON (+6,97%) e Cia. Hering ON (+4,94%).

Braskem PNA desabou 19,78% e liderou as perdas do Ibovespa, seguida por PDG ON (-5,13%) e JBS ON (-3,40%). Reportagem veiculada na imprensa informou que os delatores Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e Alberto Youssef, doleiro, afirmaram em depoimentos que a Braskem pagou propina de US$ 5 milhões por ano para garantir preço menor de matérias-primas vendidas pela estatal.

Vale ON recuou 1,26% e Vale PNA, 1,45%, pressionada pelos dados mais fracos da economia chinesa. A produção industrial do País frustrou a previsão de alta de 7,6% e cresceu 6,8% nos dois primeiros meses deste ano, ante igual período do ano passado. As vendas no varejo chinês, por sua vez, avançaram 10,7% no mesmo período, abaixo da projeção de expansão de 11,5%. E as vendas de moradias no país recuaram 16,7%, na mesma base de comparação, enquanto os investimentos em ativos fixos urbanos cresceram 13,9%, no mesmo intervalo.

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