Bolsa interrompe sequência de quedas e retoma nível dos 52 mil pontos

Valorização de 0,82% das ações impediu a sexta queda consecutiva do índice Ibovespa nesta quinta-feira, 11

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

13 de novembro de 2013 | 18h17

A expectativa de que a Bovespa poderia registrar sua sexta sessão consecutiva de queda nesta quarta-feira, 13, não se concretizou. A bolsa doméstica terminou o dia em alta, retornando para o patamar dos 52 mil pontos perdido ontem. A recuperação do mercado acionário foi impulsionada por uma melhora das bolsas em Wall Street à tarde, em meio à especulação sobre o depoimento de Janet Yellen no Senado dos EUA amanhã.

O Ibovespa terminou o pregão com ganho de 0,82%, aos 52.230,29 pontos. Na mínima, registrou 52.271 pontos (-0,90%) e, na máxima, 52.290 pontos (-0,99%). No mês, acumula perda de 1,73% e, no ano, de 9,14%. O giro financeiro totalizou R$ 7,385 bilhões. Os dados são preliminares.

Durante toda a manhã, a Bovespa seguiu de perto o comportamento pessimista dos mercados acionários internacionais, que foram contaminados pelos temores de retirada de estímulos das economias dos Estados Unidos e do Reino Unido e pela decepção com os resultados da Terceira Plenária do Partido Comunista na China.

Mas no começo do tarde, o Ibovespa zerou as perdas e atingiu os maiores pontuações na sessão à medida que as bolsas em Wall Street se recuperaram em razão de perspectivas sobre o futuro da política monetária do Federal Reserve (Fed), que ganharam força antes da audiência de confirmação no Senado de Janet Yellen para a presidência da instituição, amanhã.

"Aparentemente, há uma grande especulação de que o depoimento de Yellen poderá ser divulgado hoje à noite. Além disso, há discussões de que o pronunciamento será otimista para as ações, o que causou compras em larga escala de grandes contas", disse Tom di Galoma, da ED&F Man Capital. O Federal Reserve se recusou a comentar as especulações do mercado de que o depoimento de Yellen possa ter vazado.

Entre as blue chips, os papéis da Petrobrás fecharam o pregão em alta. Analistas disseram que uma compra por estrangeiros ajudou a dar suporte ao papel, que aprofundou os ganhos com o avanço das ações em Nova York. Petrobrás PN +1,99% e Petrobrás ON +2,58%.

A Vale teve queda de 1,1% nos PN e declínio de 0,73% nos ON com a notícia de que o PMDB vai patrocinar uma emenda ao novo marco regulatório da mineração que estabelece a cobrança de uma participação especial sobre jazidas de grande lucratividade.

A Gol teve a maior baixa da sessão, afetada pelo balanço ruim anunciado na noite de ontem. O papel da companhia recuou 4,71%.

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