Bolsa opera em queda, em linha com exterior

Às 10h42, o Ibovespa caía 0,46%, aos 54.555 pontos; em semana encurtada por feriado e com Copa, giro financeiro deve ser baixo

Ana Luísa Westphalen, Agência Estado

16 de junho de 2014 | 11h10

A Bovespa acompanha o sinal negativo visto no exterior e inicia o pregão desta segunda-feira, 16, em queda. Às 10h42, o Ibovespa recuava 0,46%, aos 54.555,44 pontos, num movimento de ajuste conduzido pelas principais blue chips do índice à vista. É dia de vencimento de opções sobre ações na Bolsa, às 13 horas, o que não deve trazer volatilidade aos negócios tendo em vista que as posições à luz do exercício foram feitas até sexta-feira. 

Nesta semana, encurtada pelo feriado de Corpus Christi, na quinta-feira, a expectativa é de giro financeiro reduzido, em função também da Copa do Mundo.

Em Nova York, onde as bolsas abriram há pouco, o índice Dow Jones caía 0,14%, o S&P 500 tinha leve ganho de 0,03% e o Nasdaq subia 0,02%. Entre os indicadores da manhã, a produção industrial norte-americana registrou aumento de 0,6% em maio na comparação com abril, em termos sazonalmente ajustados, informou o Federal Reserve. O número veio basicamente em linha com a expectativa dos analistas, que projetavam alta de 0,5%. 

Crise no Iraque. O movimento de queda também é visto em todas as praças europeias, com os investidores na defensiva após a escalada das tensões no Iraque, o que aumenta a procura por ativos de menor risco. Neste fim de semana, insurgentes tomaram o controle da segunda maior cidade do país, Mossul, após massacre de 1.700 soldados iraquianos. O presidente dos EUA, Barack Obama, considera possíveis opções militares para o Iraque. 

A agitação no Iraque não está afetando os mercados de petróleo ou a produção de petróleo do país, disse o secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Abdalla Salem el-Badri.

Falando à margem do Congresso Mundial de Petróleo, o dirigente disse: "Nada está sendo afetado. A produção ainda está indo bem e exportação está indo bem".

Abdalla Salem el-Badri disse que não espera que a recente onda de conflitos no país afete o equilíbrio da oferta e da demanda do mercado de petróleo. "Espero que a situação no Iraque volte ao normal muito em breve". (Com Dow Jones Newswires)

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