Bolsa pode saltar para 74 mil pontos, diz BB Investimentos

Estrategista do banco prevê que índice paulista pode se recuperar no curto prazo e terminar 2010 em 83 mil pontos

Nalu Fernandes e Olívia Bulla, da Agência Estado,

09 de fevereiro de 2010 | 18h07

As instabilidades externas têm trazido a Bovespa para baixo recentemente, mas as perspectivas são muito positivas para o Brasil e, consequentemente, para a Bolsa ao longo deste ano, estimou o estrategista macro e de mercado do BB Investimentos, Hamilton Moreira, ao programa AE Broadcast Ao Vivo, da Agência Estado. De acordo com o especialista, o Ibovespa deve fechar o ano em 83 mil pontos, mas pode oscilar entre 57 mil pontos e 74 mil pontos no curto prazo. Depois da entrevista, o analista esclareceu que todos os números macroeconômicos citados são projeções de mercado.

 

Para o estrategista, a quantidade de IPOs neste ano será maior do que em 2009. Ele estima um total de 15 IPOs neste ano. A soma total de emissões de renda variável pode chegar a R$ 40 bilhões, o que significa IPOs e follow-ons.

 

Na última semana, a Bolsa recuou 4,03%. No ano até o fechamento de ontem, a Bolsa acumulava queda de quase 8%. Para o analista, o Ibovespa passa apenas por uma correção. No curto prazo até abril, acrescenta Moreira, "a expectativa é de que a Bolsa melhore e volte até os 74 mil pontos", estimou.

 

A turbulência que envolve os países da Europa, continua Moreira, é uma sequela do passado. "A Bolsa olha para a frente. No instante em que os agentes entenderem que isso é uma sequela do passado, a Bolsa vai voltar a subir." Até meados do ano, ele avalia que o Ibovespa deve chegar a 78 mil pontos, para, então, fechar em 83 mil pontos.

 

Em termos gerais, observa o estrategista, o grande risco para as Bolsas é haver uma recuperação mais rápida da economia dos Estados Unidos, chegando ao último trimestre do ano com um crescimento muito vigoroso, e, então, ser cogitada uma elevação dos Fed funds. "Domesticamente, não há um problema maior, nem em relação às eleições", avalia ele. Ele exemplifica que, se um aperto dos Fed funds vier em dezembro, as Bolsas poderiam se ajustar alguns meses antes, antecipando o fato. No caso da política monetária doméstica, Moreira estima que os preços das ações brasileiras já incorporaram parte da expectativa relacionada a uma eventual elevação da Selic.

 

O cenário citado pelo estrategista engloba taxa Selic fechando 2010 em 11,75%, ante o nível corrente de 8,75%, um IPCA entre 5,5% e 6% - mas mais próximo de 6% - neste ano e dólar permanecendo em torno de R$ 1,80 ao longo do ano, sendo que pode bater R$ 2,00 só em momentos de maior volatilidade.

 

 

 

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