Paulo Liebert/Estadão
Paulo Liebert/Estadão

Bolsa se recupera após perdas e sobe 0,13%

Depois de forte recuo registrado nos últimos dias, Ibovespa fecha em leve alta, aos 46.649,23 pontos, influenciado pela melhora de ações do setor financeiro, Ambev e elétricas

Claudia Violante, O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2015 | 17h34

Após o forte recuo registrado nos últimos dias, a Bolsa fechou em leve alta, de 0,13%, aos 46.649,23 pontos, influenciada pela melhora de ações do setor financeiro, Ambev e elétricas.

Nesta quarta-feira, o Ibovespa terminou no menor patamar em quase um ano e meio, o que acabou servindo de estímulo aos investidores na reta final do pregão desta quinta-feira, que foram às compras e puxaram o índice para cima.

Na mínima, o Ibovespa marcou 46.030 pontos (-1,20%) e, na máxima, 46.781 pontos (+0,41%). No mês, acumula perda de 8,29% e, no ano, de 6,71%. O giro financeiro totalizou R$ 5,479 bilhões.  

A recuperação exibida na reta final da sessão não encontrou respaldo no noticiário, comentaram profissionais de renda variável. Os indicadores espremidos da Bolsa podem ter favorecido a içada do índice, da mesma forma que o volume fraco também facilitou o direcionamento, já que qualquer negócio acaba tendo amplitude no índice.  

Essa inversão aconteceu com a melhora de ações do setor financeiro, Ambev e elétricas. BB ON subiu 1,03%, Itaú Unibanco PN, 0,23%, mas Bradesco PN caiu 0,81% e Santander unit, -0,56%. Ambev fechou com ganho de 1,26%. Cesp PNB subiu 2,51%, Cemig PN, 2,37%, Copel PNB, 0,35%, CPFL Energia ON, 0,29%, Eletrobras ON, 1,22%, Eletrobras PNB, 3,12%. 

Mais cedo, no entanto, os papéis de bancos vinham em baixa diante da previsão de que o setor será mais tributado, com a MP 675, que eleva de 15% para 23% a alíquota da CSLL. Ainda segue no horizonte o fim da dedutibilidade do Juros sobre Capital Próprio (JCB) do pagamento do IR, que foi retirado do parecer da relatora Gleisi Hoffmann da 675, mas deve voltar futuramente como projeto de lei. 

Pontualmente, a melhora das commodities também deu uma aliviada em papéis do setor, como, por exemplo, Petrobras, que chegou a pesar em terreno positivo por alguns instantes. No fechamento, porém, a ação ON recuou 0,82% e a PN, 0,68%. Na Nymex, o contrato do petróleo para setembro subiu 0,83%, a US$ 41,14.

Vale teve um desempenho melhor, puxada por suas pares no exterior. A ação ON avançou 1,96% e a PNA, 2,45%. 

Durante o dia, o Ibovespa sofreu com a aversão ao risco que predominou nos ativos globais, depois da percepção de que a normalização da política monetária dos EUA pode mesmo começar já no mês que vem. Os indicadores divulgados no país hoje foram nessa direção. 

Os índices acionários terminaram nas mínimas. O Dow Jones recuou 2,06%, aos 16.990,82 pontos, o S&P caiu 2,11%, aos 2.035,73 pontos, e o Nasdaq fechou em baixa de 2,82%, aos 4.877,49 pontos.

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