Bolsa segue exterior e fecha em alta de 2,29%

Investidores estrangeiros puxaram o Ibovespa para cima, após dois pregões consecutivos de queda  

Claudia Violante, O Estado de S. Paulo

30 de março de 2015 | 17h49

A alta das bolsas internacionais e o fluxo comprador de ações por parte de estrangeiros garantiram uma sessão de ganhos à Bovespa nesta segunda-feira, 30, depois de terminar em baixa nos dois pregões anteriores. Assim, o principal índice à vista da bolsa teve seu melhor desempenho desde 19 de março, de volta aos 51 mil pontos.

O Ibovespa terminou a sessão com valorização de 2,29%, aos 51.243,45 pontos. Na mínima, marcou 50.100 pontos (-0,01%) e, na máxima, 51.265 pontos (+2,34%). No mês, acumula queda de 0,66%, mas, no ano, tem valorização de 2,47%. O giro financeiro foi mais fraco e totalizou R$ 5,276 bilhões.

A alta da Bovespa hoje se firmou em cima do exterior e com compras por "gringos". Mas o índice ganhou um pouco mais de tração depois que a presidente Dilma Rousseff disse, em evento no Pará, ter considerado um mal-entendido as interpretações dadas à fala do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em evento fechado na semana passada.

A Folha de S. Paulo havia divulgado no final de semana a gravação do encontro de Levy com ex-alunos da Universidade de Chicago, onde estudou. Na ocasião, ele havia dito que a presidente nem sempre faz as coisas de maneira mais fácil e efetiva. Segundo Dilma, Levy ficou "bastante triste" com a interpretação que foi dada a sua fala e explicou "exaustivamente" o ocorrido.

Hoje, na cidade paraense de Capanema, Dilma disse não ter o que falar de seu principal ministro. "O que o Levy falou está dentro de um contexto. Se você pegar fora do contexto, vai entender distorcido", afirmou.

Levy também rechaçou as críticas ao declarar, em evento em São Paulo, que "pegaram" o segundo período da fala dele na semana passada para se criar um "banzé". "As pessoas podem pegar trecho relevante da minha fala para criar um banzé", disse, reiterando que o que disse durante a palestra é que a presidente Dilma tem interesse genuíno de resolver as coisas.

A fala de Dilma ajudou a Bovespa a engatar uma alta mais firme, com o fim do mal-entendido.

Petrobrás foi um dos destaques da sessão, ao subir 4,01% na ON e 3,62% na PN. Vale ON, +1,47%, Vale PNA, +0,50%. A expectativa por medidas de estímulo na China contribuiu para o movimento dos papéis.

No setor financeiro, Itaú Unibanco PN, +3,37%, BB ON, +2,98%%, Bradesco PN, +2,10%, e Santander unit, +3,80%.

Um profissional da mesa de renda variável avaliou que a alta externa foi fundamental para os ganhos da Bovespa. As bolsas norte-americanas tiveram um dia de alta firme, com o Dow Jones encerrando a sessão em +1,49%, aos 17.976,31 pontos, S&P, em +1,22%, aos 2.086,24 pontos, e o Nasdaq em +1,15%, aos 4.947,44 pontos.

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