Bolsa segue volátil, com Vivo puxando perdas

O pregão na Bolsa de Valores de São Paulo começou animado hoje, ainda como reflexo da disparada da bolsa ontem, após o alívio com a decisão e o comunicado do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) sobre as taxas de juro americanas. No entanto, faltaram recursos para sustentar o mercado aos 37 mil pontos. Por volta de 12h10, o Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, valorizava 0,73%, aos 36.752 pontos. O giro financeiro é bom - somava R$ 1 bilhão e projeta R$ 3 bilhões para o fim do dia. O indicador já oscilou da máxima de + 1,50% à mínima de -0,34%. A volatilidade continua, em especial porque a semana que vem conta com um dos feriados mais importantes dos EUA, o Dia da Independência (4 de Julho), que marca, também, o início das férias naquele país. Há expectativa para que hoje, após o encerramento do pregão, a Petrobras anuncie o pagamento de juros sobre o capital próprio referentes ao primeiro semestre de 2006. As conversas são de que o pagamento poderá se situar entre R$ 0,50 e R$ 0,80. As ações preferenciais da petrolífera operam em alta de 0,70%, cotadas a R$ 43,30 e tem o maior giro financeiro do dia, de R$ 145 milhões. Outro papel que se destaca nos negócios hoje é Vivo PN, que perde 3,64%, a maior desvalorização do Ibovespa. Os investidores estão tensos com a informação, vinda da imprensa portuguesa, de que os sócios teriam aprovado a migração tecnológica da empresa do CDMA para GSM. O mercado estaria confuso com o assunto em razão da falta de informação, pois não esperavam este anúncio para o curtíssimo prazo pelo fato de a Portugal Telecom estar sob um processo de análise de oferta hostil.

Agencia Estado,

30 de junho de 2006 | 13h35

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