Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Bovespa fecha em alta de 1,59% influenciada pelo mercado externo

Sinalização de estímulos à economia europeia levou os investidores a buscarem risco, o que tornou o mercado emergente mais atrativo

​Claudia Violante, O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2015 | 12h33

(Atualização às 17h52) 

SÃO PAULO - A manutenção da Selic em 14,25% ao ano e a entrevista do presidente do BCE, Mario Draghi, informando sobre a possibilidade de adoção de mais estímulos na Europa levaram os investidores a buscarem risco e isso favoreceu as ações pelo mundo, inclusive na Bovespa. 

O Ibovespa, assim, terminou o dia em alta de 1,59%, aos 47.772,14 pontos. Na mínima, marcou 47.027 pontos (estabilidade), e, na máxima, 47.909 pontos (+1,88%). No mês, acumula alta de 6,02% e, no ano, queda de 4,47%. O giro financeiro totalizou R$ 5,579 bilhões. 

"O BCE é o motivo principal para a alta de hoje", comentou o diretor da escola de investimentos Leandro & Stormer, Alexandre Wolwacz, ao citar que, por essa razão, o estrangeiro atuou na compra nesta sessão. 

Após o BCE manter as taxas de juros inalteradas, o presidente da autoridade monetária deu entrevista e sugeriu que a instituição pode aumentar o programa de relaxamento quantitativo em dezembro. Com a perspectiva de mais dinheiro barato, os investidores buscaram ativos de risco e a Bovespa entrou no rol de opções. 

Contribuiu ainda o fato de o Banco Central, mais uma vez, não ter promovido alterações na Selic, já que cria mais atratividade para a renda variável em detrimento da renda fixa. 

Vale foi um dos destaques da sessão, depois de ter aberto seus números trimestrais com um prejuízo líquido de US$ 2,117 bilhões. Mesmo a perda tendo sido 47,3% maior do que a registrada no mesmo período do ano passado, ela foi menor do que previam os analistas, com US$ 3,68 bilhões. Vale ON avançou 2,32% e Vale PNA, 0,61%. 

Natura, que também divulgou balanço, terminou em queda de 3,27% na ON, a terceira maior do Ibovespa. 

Petrobrás ON avançou 3,06% e a PN, 3,48%, influenciada pela alta do petróleo no exterior, pelo recuo do dólar e pela notícia de que o conselho de administração da estatal avalia amanhã proposta de venda de até 25% da BR Distribuidora.

Dólar. A moeda norte-americana fechou em baixa de 0,48%, cotada a R$ 3,92. Assim como no mercado de açõs, a expectativa de adoção de estímulos econômicos na Europa beneficiou preços de commodities e valorizou moedas de países emergentes, o que justifica em boa parte o desempenho do real.


Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.