Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Bolsa sobe após pesquisa mostrar Marina Silva na disputa pela presidência

Entrada de Marina nas eleições, que deve ser oficializada na 4ª feira, aumenta a chance de haver segundo turno; ações de empresas estatais registram alta

Economia & Negócios

18 de agosto de 2014 | 10h38

Após a divulgação da primeira pesquisa que inclui Marina Silva na corrida das eleições presidenciais, o mercado abriu positivo. A pesquisa mostrou que a candidata pode entrar na disputa já com 21% das intenções de voto, aumentando a probabilidade de haver um segundo turno. Marina deve ser oficializada como candidata na quarta-feira, 20.

A BM&FBovespa abriu em alta de 1,04%, aos 57.555 pontos. Ações de empresas estatais ajudaram. Petrobrás PN avançava 2,18%; a ON tinha alta de 2,49%. Banco do Brasil ON também reagiu bem, subindo 1,37% após a abertura. Eletrobras ON registrava alta de 2,20% e a PNB, de 1,75%. Os papeis da Vale, que também possuem grande peso no Ibovespa, ajudavam no desempenho da Bolsa. Após a abertura, a ação PNA subiu 0,98% e a ON, 0,71%.

Segundo o economista-chefe da corretora Gradual, André Perfeito, a reação do mercado financeiro aos números da pesquisa Datafolha deve ser positiva, uma vez que a possibilidade de um segundo turno é evidente. "O mercado irá sondar as opiniões dos economistas próximos a Marina para entender como se expressa em economia os ideais socialistas do PSB com a ecologia urbana dela", pondera. Por ora, Perfeito suspeita que deve ser construída "uma concha de retalhos" onde Marina irá influenciar muito pouco nas decisões macroeconômicas, num primeiro momento, caso vença. "A estratégia econômica adequada seria blindar Marina logo de início", observa. 

Para o economista, "blindar Marina", nesse caso, significaria alguns poucos pontos que são consensuais no mercado, a saber: permitir que a Petrobrás tenha maior autonomia para determinar preço da gasolina; fazer certo ajuste fiscal; parar com o programa de swap cambial do Banco Central; parar de usar as estatais para fazer caixa, como é o caso das sessões onerosas; e, por fim, acabar com a criatividade contábil do governo em suas mais diversas formas.

A agenda esvaziada no Brasil e a diminuição das tensões políticas ajudam na alta da Bolsa desta segunda-feira. No domingo, ministros de Relações Exteriores da Rússia, Ucrânia, Alemanha e França se reuniram para discutir a crise no Leste Europeu. O representante russo, Sergey Lavrov, disse que um acordo para a entrada do comboio de caminhões com ajuda humanitária foi firmado, o que reduz a possibilidade de conflitos na região.

Nova carteira. Nesta segunda-feira, a Bolsa divulgou a segunda carteira prévia do Ibovespa. Nela, as ações da mineradora MMX ficaram de fora. A carteira irá vigorar de setembro a dezembro de 2014, mas antes disso ainda haverá o anúncio de uma terceira prévia da listagem. (Com informações da Agência Estado)

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