Dario Oliveira|Estadão
Dario Oliveira|Estadão

Bolsa sobe e dólar cai para R$ 3,10 com decisão nos EUA

Mercado reagiu ao anúncio já esperado de elevação de juros no país; decisão beneficiou grandes empresas, que levaram a Bovespa a avançar mais de 2%

Paula Dias, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2017 | 17h39

A Bovespa encerrou o pregão desta quarta-feira, 15, em alta de 2,37%, aos 66.234,87 pontos e o dólar recuou 2,22%, fechando a sessão cotado a R$ 3,1027. O movimento no mercado doméstico foi influenciado pela decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano), de elevar a taxa básica de juros da economia dos Estados Unidos para a faixa de 0,75% a 1%, conforme a expectativa do mercado.  

A ausência de elementos surpresa na decisão de política monetária do Fed, divulgada às 15h, trouxe alívio aos negócios com dólar, juros e ações no Brasil. A moeda norte-americana intensificou o ritmo de baixa e a Bovespa renovou sucessivas máximas. Profissionais do mercado destacaram o discurso da presidente do órgão americano, Janet Yellen, que confirmou que o aperto monetário nos próximos anos deve ser "gradual". 

A ausência de elementos surpresa na decisão de política monetária do Fed, divulgada às 15h, trouxe alívio aos negócios com dólar, juros e ações no Brasil. A moeda norte-americana intensificou o ritmo de baixa e a Bovespa renovou sucessivas máximas. Profissionais do mercado destacaram o discurso da presidente do órgão americano, Janet Yellen, que confirmou que o aperto monetário nos próximos anos deve ser "gradual". 

As ações da Petrobrás, que registraram volatilidade desde a abertura até o meio da tarde, ganharam fôlego com o petróleo, que intensificou as altas após o Fed. Petrobrás PN encerrou com ganhos de 4,49%, na máxima do dia, a R$ 14,20 e Petrobrás ON, com avanço de 2,64%.

O petróleo WTI para abril fechou em elevação de US$ 1,14 (2,38%), a US$ 48,77 o barril, na Nymex, enquanto o petróleo brent para maio fechou em avanço de US$ 0,89 (1,75%), a US$ 51,81 por barril. 

Operadores explicam que durante a manhã pesaram sobre os papéis da estatal as preocupações em relação à decisão do Tribunal de Contas da União sobre venda de ativos da estatal. A decisão só veio no final o dia. O TCU obrigou a Petrobrás a recomeçar do zero os projetos de venda de seus ativos, para corrigir procedimentos considerados irregulares. A medida atinge negócios que já estavam em andamento, como a venda da BR Distribuidora. Os únicos empreendimentos que poderão seguir adiante são os projetos Ópera e Portfólio 1, considerados em fase de conclusão (veja mais em nota publicada às 17h08).

Outra blue chip, a Vale, que já vinha em alta desde a abertura, beneficiada pela valorização de mais de 4% do minério de ferro, também intensificou os ganhos no meio da tarde, encerrando o dia com avanço de 6,90% na ON e de 6,92% na PNA, ambas na máxima do dia, a R$ 33,32 e R$ 31,68, respectivamente. Bradespar, importante acionista da mineradora, subiu 6,40%. 

As siderúrgicas repetiram o movimento com CSN (+6,43%), Usiminas PNA (+5,16%), Gerdau PN (+5,23%) e Gerdau Metalúrgica PN (+3,01%). Profissionais do mercado comentam que o setor de mineração e siderurgia acompanhou o desempenho dos pares globais, beneficiados pela alta do preço do minério de ferro e dos metais.

O movimento "pós Fed" também refletiu nos bancos, com Itaú Unibanco PN (+0,96%), Bradesco PN (+1,78%), Bradesco ON (+1,57%), Banco do Brasil ON (+0,83%) e Santander Unit (+0,97%). 

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