Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Bolsa sobe 1,60% e dólar cai para R$ 3,26 com bom humor sobre avanço das reformas

Câmara e Senado anunciaram que seguirão com calendário para votação das mudanças na CLT e na Previdência; JBS abriu em queda, mas virou e subiu 9,53%, a maior alta do Ibovespa

Luciana Antonello Xavier, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2017 | 12h12

Os mercados domésticos mostram um tom positivo, apesar das incertezas com a crise envolvendo o presidente Michel Temer, com investidores olhando para saídas possíveis que garantam o andamento das reformas. 

O Índice Bovespa terminou o pregão em alta de 1,60%, aos 62.662,48 pontos. Na máxima, chegou a subir 1,79%, aos 62.774,63 pontos.

Já o dólar oscilou durante a sessão e terminou em queda de 0,19%, aos R$ 3,2655. No cenário externo, a divisa era pressionada pela decepção de analistas com dados de vendas de moradias novas nos Estados Unidos em abril, que caíram 11,4% ante o mês anterior, para 569 mil. A previsão era de 615 mil.

As ações da JBS, que caíram 31% na véspera, abriram em queda e chegaram a recuar 8,03%, na mínima. À tarde, porém, dispararam e fecharam em alta de 9,53%, a maior alta do Ibovespa.

Nesta segunda-feira, 22, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que a reforma da Previdência deve ser votada no plenário da Casa entre 5 e 12 de junho. Como se trata de uma Emenda à Constituição, a proposta precisa de pelo 308 votos favoráveis em dois turnos de votação para ir ao Senado.

Quanto às mudanças na CLT, os senadores tucanos Ricardo Ferraço (ES) e Tasso Jereissati (CE) anunciaram na véspera que seguirão normalmente com os trabalhos na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O parecer de Ferraço sobre o texto enviado pela Câmara deve ser lido ainda hoje. Após a CAE, o texto passará ainda por outras duas comissões no Senado antes de ir a plenário.

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O cenário político, no entanto, ainda motiva a cautela dos investidores. Vários profissionais avaliam como certa a saída de Temer e o mercado já cogita os possíveis sucessores. Entre os nomes que têm sido citados estão os do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e do ex-ministro da Defesa, da Justiça e do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim.

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Além disso, segundo o diretor da corretora Mirae Pablo Spyer, há expectativa de extensão dos leilões do BC e Tesouro, após os leilões extraordinários entre sexta-feira e hoje para injetar liquidez nos mercados.

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