Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Bolsa sobe mais de 2% e fecha no maior patamar em quase dois anos

Alta do petróleo no exterior e balanços postivos das empresas ajudaram resultado; dólar subiu e fechou cotado a R$ 3,13 após sete sessões seguidas em baixa

Ana Luísa Westphalen, Paula Dias, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2016 | 17h32

A Bolsa fechou em alta nesta quinta-feira, 11, com a maioria dos papéis exibindo ganhos devido ao avanço do petróleo no exterior e à temporada de balanços do segundo trimestre das companhias. O apetite dos investidores por ativos de risco foi instigado por declarações do ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, de que a Opep pode tomar algum tipo de ação para estabilizar os preços da commodity.   

O Índice Bovespa, o principal do mercado do mercado brasileiro, encerrou o pregão em alta de 2,42%, aos 58.299,57 pontos, o maior patamar desde 18 de setembro de 2014. O giro financeiro somou R$ 7,17 bilhões. No mês de agosto, a Bolsa tem ganho de 1,73%, enquanto no ano acumula valorização de 34,49%.

Já o dólar teve um dia de correção após sete sessões seguidas de queda e fechou cotado a R$ 3,1385, um avanço 0,29%. A alta da moeda americana refletiu em grande medida a decisão do Banco Central de elevar em 50% a oferta de contratos de swap cambial, operação equivalente à compra de dólares no mercado futuro. A medida não chegou a causar sobressaltos no mercado de câmbio, mas acabou por deflagrar um já esperado movimento de correção nos preços da moeda. 

A divisa abriu a sessão em alta e em poucos minutos atingiu a máxima do dia, de R$ 3,1543 (+0,79%). Na mínima, chegou a R$ 3,1293 (-0,01%).

O cenário externo teve influência diversa, com bolsas americanas e europeias em alta, em meio a balanços positivos. O petróleo enfraqueceu o dólar frente a algumas das moedas de países emergentes e limitou uma valorização mais pronunciada no Brasil.  

O cenário político interno teve pouca influência nos negócios, mas o mercado manteve o tom positivo no que diz respeito ao avanço do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff. A aprovação do projeto de renegociação das dívidas dos Estados na Câmara, sem o veto ao reajuste dos servidores, defendido pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi mais uma vez relativizada.  

Em meio à elevada liquidez internacional e à expectativa em torno do ajuste fiscal brasileiro, o mercado continua a discutir se a cotação do dólar tem espaço para chegar aos R$ 3,00.

Mercado de ações. Apenas quatro papéis do Ibovespa fecharam no campo negativo no pregão de hoje. São eles Smiles ON (-1,9%), Marfrig ON (-0,73%), Cosan ON (-0,29%) e Cyrela ON (-0,28%). 

As ações da Petrobrás encerraram em alta de 3,95% (ON) e 4,67% (PN). No exterior, os contratos futuros de petróleo subiram mais de 4,0% nesta quinta-feira, impulsionados pelas declarações do ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid Al-Falih.  Os comentários acontecem em meio a uma nova queda dos preços, que voltaram a se aproximar do patamar de US$ 40 por barril. 

O setor financeiro também deu força ao Ibovespa, puxado pelo Banco do Brasil. O banco, que divulgou balanço referente ao segundo trimestre nesta manhã, trouxe resultados mistos, mas a perspectiva de um cenário melhor para o segundo semestre acabou conduzindo os papéis do setor financeiro como um todo.   

Já as ações da Vale subiram 1,77% (ON) e 2,27% (PNA), alinhadas ao bom humor nos mercados internacionais.

Segundo operadores, o bom desempenho da Bovespa nesta quinta-feira tem também uma influência técnica: a proximidade do vencimento de Ibovespa Futuro, na próxima quarta-feira. Antes, na segunda-feira, tem exercício de opções sobre ações.  

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