Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Bolsa sobe pelo 10º dia seguido e acumula alta de mais de 9%

Bovespa avançou 0,38% puxada por estatais e teve maior série de ganhos desde 2010; dólar teve alta de 0,22% e terminou sessão cotado a R$ 3,25

Paula Dias, O Estado de S.Paulo

19 Julho 2016 | 18h02

A Bolsa fechou em alta pelo 10º pregão seguido nesta terça-feira, 19, com a valorização de ações do Banco do Brasil e da Petrobrás. O Índice Bovespa avançou 0,38%, cotado aos 56.698,06 pontos, na máxima do dia. Os ganhos acumulados nas dez sessões são de 9,37%. Essa é a maior sequência de ganhos do principal índice de ações da Bolsa brasileira desde de 2010, quando o Ibovespa teve alta por 11 dias seguidos entre julho e agosto, segundo a agência Reuters. 

Já o dólar terminou o dia cotado a R$ 3,2572, em alta de 0,22%, após cinco sessões consecutivas de queda. Na máxima do dia chegou a R$ 3,2847, em alta de 1,07%, mas se afastou desse patamar com a expectativa do mercado em relação à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa de juros no País. A primeira reunião sob o comando do novo presidente, Ilan Goldfajn, começou nesta terça-feira, 19. A decisão do comitê sobre a Selic deve ser anunciada na quarta-feira, 20, logo após o fechamento do mercado.

Os mercados financeiros globais têm vivido um período de relativa calmaria, interrompido apenas por episódios de turbulência relacionados à saída britânica da União Europeia e à tentativa fracassada de golpe na Turquia. Nesta sessão, porém, investidores preferiram estratégias mais defensivas.

Entre os fatores que contribuíram para essa pausa no bom humor, operadores citavam dados mostrando impacto do referendo britânico sobre a confiança na Alemanha, expectativas de possível aumento de juros nos Estados Unidos neste ano e a piora das proejções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o crescimento global. No entanto, o Fundo melhorou suas projeções para o Brasil e, em 2017, passou a projetar crescimento de 0,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) do País.

Ações. A manutenção do fluxo positivo de recursos externos continuou a sustentar as altas na Bolsa brasileira, assim como em mercados acionários de outros países emergentes. A melhora do sentimento em relação ao País vem dando fôlego extra nos últimos dias. Além de avanços do governo em questões políticas, os investidores passaram a observar um aumento da movimentação das empresas no que diz respeito à busca por capitalização e investimento. Com isso vieram também diversos relatórios de bancos elevando a recomendação de ações brasileiras. 

As ações da Petrobrás estiveram em evidência durante praticamente todo o dia, principalmente porque minimizaram as quedas fortes dos preços do petróleo no mercado internacional. Além de expectativa de avanço no plano de desinvestimentos e numa melhora na gestão da empresa, os papéis refletiram a melhora de percepção geral com o País. Petrobrás PN (ação com preferência no recebimento de dividendos), mais negociada, teve alta de 1,99%. Petrobrás ON (com direito a voto em assembleia), preferida pelos estrangeiros, avançou 1,24%. O mesmo aconteceu com as ações ordinárias do Banco do Brasil, que subiram 4,86%, em um dia de queda generalizada no setor financeiro. 

Já os papéis da Vale foram o contraponto do dia, com quedas relevantes durante todo o pregão. A baixa de 2% do minério de ferro no mercado à vista chinês derrubou não apenas a mineradora brasileira, como também as ações de suas pares pelo mundo. Vale fechou em queda de 4,21% (ON) e de 2,84% (PNA). 

O volume de negócios totalizou R$ 7,11 bilhões, ligeiramente acima da média de julho, de R$ 6,803 bilhões. Os investidores estrangeiros trouxeram R$ 359,332 milhões à Bolsa na última sexta-feira, levando o acumulado de julho a ficar positivo em R$ 3,442 bilhões. Em apenas 15 dias, portanto, julho já é o segundo maior mês em termos de ingresso de recursos externos na Bovespa em 2016, atrás apenas de março, quando R$ 8,391 bilhões ingressaram no mercado. /COM REUTERS

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