SERGIO CASTRO/ESTADÃO
SERGIO CASTRO/ESTADÃO

Dólar passa a subir após Congresso adiar análise de vetos e fecha cotado a R$ 3,87

Moeda operou em queda na maior parte do dia e chegou a R$ 3,78, mas passou a subir com o clima político desfavorável; Bolsa registrou forte alta com empresas ligadas a commodities

Claudia Violante, O Estado de S. Paulo

07 de outubro de 2015 | 11h03

(Atualização às 17h40)

SÃO PAULO - A expectativa de que o Congresso finalmente apreciaria hoje os vetos da presidente Dilma Rousseff a medidas de elevação de gastos levou o dólar a abrir em queda e operar abaixo de R$ 3,80 na mínima da sessão. Mas o adiamento da sessão pela terceira vez interrompeu essa trajetória e fez a moeda norte-americana encerrar o dia em alta. 

No final, o dólar ganhou R$ 0,032 em relação ao fechamento de ontem e terminou cotado a R$ 3,8760, em alta de 0,83%. Na mínima, a moeda atingiu R$ 3,7880 e, na máxima, R$ 3,8820. No mês, acumula -2,47% e, no ano, +45,99%. 

Na parte da manhã, o dólar atingiu a mínima do dia com investidores dando continuidade ao movimento de baixa das três sessões anteriores. No começo da tarde, entretanto, os ventos mudaram de trajetória após o Congresso adiar mais uma vez a votação de apreciação dos vetos presidenciais por falta de quórum. Além da oposição, a base aliada também está boicotando a sessão, insatisfeita com a reforma ministerial da presidente Dilma. Esse fato, inclusive, começa a levantar a questão de que a reforma pode não ter funcionado. 

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de abrir ação de impugnação de mandato da presidente Dilma Rousseff também contribui para o clima político desfavorável ao governo. A ação pode cassar o diploma eleitoral da petista e também do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). É a primeira vez que a Justiça Eleitoral autoriza uma investigação como essa contra um presidente da República empossado. 

Bolsa. A Bovespa engatou uma firme trajetória de ganhos e encerrou o sétimo pregão seguido de alta hoje, acumulando valorização de 11,28% no período. O Ibovespa subiu 2,47%, aos 48.914 pontos. O giro financeiro hoje foi bastante robusto, e totalizou R$ 11,674 bilhões, principalmente por causa da presença de estrangeiros. 

O setor mais comprado foi o de mineração e siderúrgica, depois que o Morgan Stanley divulgou relatório no qual defende a volta às compras de papéis do setor de commodities. Para o banco norte-americano, os preços desses produtos devem acumular alta de até 19% até 2017 e, por isso, melhorou sua recomendação para o setor minerador e de metais. 

As mineradoras subiram na Europa e também no Brasil, onde Vale ON avançou 10,05% e Vale PNA, 6,23%. No setor siderúrgico, Gerdau PN, +6,99%, Metalúrgica Gerdau PN, +5,30%, Usiminas PNA, +2,11%, e CSN ON, +5,86%. 

As estatais também tiveram um desempenho firme. Petrobrás ON avançou 5,16%, a PN, 3,42%, BB ON disparou 8,47%. Ainda no setor bancário, Bradesco PN, +3,59%, Itaú Unibanco PN, +2,85%, e Santander unit, +8,82%. 

A Bovespa reagiu pontualmente ao novo adiamento da sessão do Congresso para analisar os vetos da presidente Dilma Rousseff a medidas de elevação de gastos. O índice chegou a perder força por alguns momentos, mas logo voltou a ganhar tração. 

Mais conteúdo sobre:
BovespaDólarcâmbio

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.