Andrew Harnik/AP
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Bolsa tem leve alta e dólar fecha estável com cautela do investidor

Bovespa avançou 0,70% e dólar fechou a R$ 3,19; mercado aguarda a divulgação de indicadores, como a inflação de 2016 e a decisão do BC sobre a Selic, e também a primeira coletiva de Trump

Lucas Hirata, Paula Dias, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2017 | 19h24

A espera ditou o ritmo dos negócios nessa terça-feira, 10, tanto no mercado de ações quanto no de câmbio. O dólar encerrou a sessão cotado a R$ 3,1974, em leve queda de 0,03%, mas perto da estabilidade. Na mínima, chegou a R$ 3,1822 (-0,50%). Durante grande parte do dia, prevaleceu nas cotações domésticas a expectativa de entrada de recursos no País, reforçada pela captação externa da Petrobrás. O giro totalizou US$ 1,357 bilhão.

Já a Bovespa terminou em alta de 0,70%, aos 62.131,80 pontos. As ações do segmento de commodities voltaram a determinar a direção dos negócios em um novo pregão de ganhos.

Os investidores aguardam a divulgação de indicadores domésticos, como a inflação de 2016 e a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa básica de juros, a Selic. Ambas serão divulgadas nesta quarta-feira, 11. Também amanhã, o presidente eleito dos Estados Unidos, o empresário Donald Trump, faz sua primeira coletiva de imprensa. 

Ações. A expressiva alta dos papéis da Vale voltou a contagiar outras ações do Índice Bovespa e foi determinante para o avanço do Índice Bovespa. 

Apesar da expectativa de um afrouxamento monetário que favoreça a recuperação da economia brasileira, a Bolsa tem sido movida essencialmente pelo mercado de commodities. 

Por trás desse movimento dos preços das matérias-primas estão sinais e apostas no aquecimento de outras economias, como a americana e a chinesa. Com isso, o minério de ferro teve uma valorização de 3,2% no mercado local. Vale ON e PNA subiram forte durante todo o dia e fecharam com altas de 7,70% e 6,30%, respectivamente.

As ações da Petrobrás, bastante voláteis nos últimos dias, contribuíram para alta do pregão de hoje. Os papéis terminaram o dia no azul com ganhos de 1,67% (ON) e de 0,98% (PN). As altas foram atribuídas à repercussão positiva da emissão externa concluída na véspera pela estatal petrolífera. A empresa captou US$ 4 bilhões, com destaque para a forte demanda e custos favoráveis na operação.

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