Bolsa Tóquio fecha em alta de 0,2%

A Bolsa de Tóquio terminou, mais uma vez, na máxima dos últimos seis meses, impulsionada pela boa temporada de resultados financeiros das empresas japonesas e pela melhora na confiança dos consumidores nos Estados Unidos, que faz o dólar operar em alta nesta quarta-feira.

Agência Estado

30 de julho de 2014 | 04h28

O índice Nikkei, subiu 0,2%, a 15.646,23 pontos, acompanhando a alta de 0,6% na terça-feira. Essa foi a quarta máxima consecutiva.

Muitas empresas blue-chips do Japão informaram bons resultados no segundo trimestre, o que fez as ações dispararem nas últimas sessões. A companhia Honda Motor avançou 3,1%, para 3,658 ienes, depois de reportar um aumento nas vendas anuais e no lucro líquido para o ano fiscal que encerra em março de 2014. No período de abril a junho, a receita cresceu 20%, para 146,5 bilhões de ienes em comparação ao mesmo período do ano passado.

A Mitsubishi Eletric teve ganhos de 3,4% na sessão de ontem, após registrar um aumento de 69% no lucro líquido, para 43 bilhões de ienes. A Kao Corp também seguiu a tendência, com um crescimento de 73% no lucro líquido, para 32 bilhões de ienes. Hoje, a companhia fechou em alta de 3,6%.

"Os bons resultados financeiros das companhinas tiveram um fator fundamental para o momento do Nikkei, mesmo que sejam ações isoladas", disse Mitsushige Akino, chefe do fundo Ichiiyoshi Investment Management.

Na sessão de hoje, o dólar tem avançado frente a moeda japonesa, seguindo uma melhora na confiança do consumidor norte-americano. Além disso, o mercado está à espera da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em Inglês) e também dos dados de emprego, que saem ainda nesta semana. Às 4h15, o dólar renovava máxima, a 102,20 ienes, ante 102,14 ienes da sessão anterior.

Tomohiro Okawa, estrategista de equities da UBS Securities Japan, prevê que a tendência de ganhos na Bolsa de Tóquio deve continuar nos próximos pregão porque há uma valorização barata em comparação a outros mercados financeiros.

"A economia da Europa não vai bem. O mercado dos EUA é muito forte. A economia chinesa está estável e isso beneficia seus vizinhos, incluindo o Japão", explicou. "O fluxo de ativos globais tende a se direcionar para cá", afirmou. Fonte: Dow Jones Newswires.

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