Bolsa vira e fecha em queda com decisão do STJ contrária aos bancos

A Bovespa caiu 0,31%, para 52.203,37 pontos, depois de atingir a máxima de 52.875,42 pontos; no ano, acumula alta de 1,35%; no mês, de 1,12%

Fernando Travaglini, da Agência Estado,

21 de maio de 2014 | 18h01

Depois de duas sessões seguidas de queda, a Bovespa chegou a passar boa parte do dia em alta, seguindo o avanço dos principais índices de ações de Nova York. No fim do dia, no entanto, a queda acentuada das ações dos bancos pressionou o índice, que fechou novamente em queda, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) à favor dos poupadores sobre juros de mora.

Os papéis das instituições financeiras puxaram a virada e fecharam nas mínimas do dia em meio ao julgamento no STJ sobre quando deve ocorrer o início da incidência dos juros de mora. O tribunal decidiu que os juros devem incidir a partir da citação para conhecimento da ação civil pública.

Bradesco PN terminou em queda de 2,54%, com Itaú Unibanco recuando 2,13%. Banco do Brasil perdeu 7,25%. As ações da Petrobras, que chegaram a subir acima de 2% mais cedo, terminaram o pregão com alta de 1,35% (ON) e 0,92% (PN). Os papéis da mineradora Vale fecharam em alta: ON (0,10%) e Vale PNA (0,58%).

No fim da sessão, a Bovespa caiu 0,31%, para 52.203,37 pontos, na mínima do dia. Na máxima, o índice chegou a registrar 52.875,42 pontos. No ano, o Ibovespa ainda acumula alta de 1,35% e no mês, avanço de 1,12%. O volume de negócios totalizou R$ 6,257 bilhões, segundo dados preliminares.

No exterior, o S&P 500 fechou em alta de 15,20 pontos (0,81%), a 1.888,03 pontos; o Dow Jones terminou com valorização de 158,75 pontos (0,97%), a 16.533,06 pontos, enquanto o Nasdaq terminou com ganho de 34,65 pontos (0,85%), a 4.131,54 pontos, segundo dados preliminares.

O pregão de Nova York se beneficiou da divulgação da ata do Federal Reserve, que não trouxe novidades e manteve o tom "dovish" (suave) da comunicação do banco central norte-americano.

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