Bolsa vira e perde os 63 mil pontos

Após forte valorização ontem, Cielo e Redecard despencam com rumores de que setor terá de cortar taxas cobradas dos lojistas

Beth Moreira, da Agência Estado,

18 de maio de 2010 | 12h28

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o pregão em alta nesta terça-feira, refletindo o alívio vivido nos mercados internacionais, com a pequena recuperação do euro e das commodities, mas não teve fôlego para manter-se no terreno positivo. A pressão vendedora é exercida principalmente por investidores estrangeiros.

 

Às 12h13 o principal índice da Bolsa paulista registrava desvalorização de 0,29% aos 62.684 pontos. Na mínima alcançou 62.384 pontos (-0,77) e na máxima alcançou 63.529 pontos (-1,05%). No mesmo horário, o Dow Jones subia 0,45% e o S&P 500 registrava alta de 0,29%.

 

Muitos investidores aproveitam hoje para realizar lucros com as ações que mais subiram ontem. Papéis que registraram queda forte ontem, por sua vez, mostram recuperação técnica no pregão desta terça.

 

O setor de cartões é o destaque do dia. Cielo e Redecard, que ontem figuraram entre as maiores altas do Ibovespa, hoje lideram as maiores baixas do índice. Cielo apresentava perdas de 8,17%, enquanto Redecard recuava 6,18%.

 

O operador de mesa da Um Investimentos, Eduardo Camargo Oliveira, explica que a desvalorização reflete notícia veiculada na imprensa internacional de que o governo vai pedir para que as empresas do setor cortem as taxas cobradas dos lojistas, consideradas excessivas. Entretanto, o assunto já estava nas discussões federais sobre a regulamentação do setor há algum tempo.

 

Petrobras e Vale recuam

 

A melhora do preço das commodities não segurou os papéis das blue chips. Por volta das 12h15, Petrobras PN recuava 0,34% e ON cedia 0,68%. A cotação do preço co petróleo na Nymex eletrônica, por sua vez, avançava mais de 2% para a cada dos R$ 71,00 o barril.

 

Vale PNA registrava perdas de 0,31% e ON operava com leve alta de 0,06%%. Os metais básicos operam em alta nesta terça-feira, como resultado de uma combinação entre cobertura de vendas a descoberto e caça a pechinchas, depois da forte queda dos preços vista ontem. O destaque ficava por conta do cobre, que subia mais de 3% na London Metal Exchange (LME).

 

As siderúrgicas acompanhavam a queda com Gerdau (-0,12%), Gerdau Metalúrgica (-1,12%), Usiminas PNA (-0,33%) e Usiminas ON (-0,19%). A exceção ficava por conta de CSN, que avançava 0,63%.

 

Eletrobras tem queda

 

As ações PNB da Eletrobras recuavam 0,19% e ON cediam 1,78%, esta última entre as maiores quedas do Ibovespa, após a divulgação parcial de resultados da empresa. A companhia divulgou lucro líquido consolidado de R$ 519,797 milhões no primeiro trimestre de 2010, alta de 413% com relação aos R$ 101,328 milhões registrados ao mesmo período do ano anterior. O resultado, no entanto, não inclui os resultados de suas controladas Furnas, Distribuição Acre, Amazonas Energia, Distribuição Roraima e Distribuidora Rondônia.

 

Em teleconferência com analistas hoje, o gerente de Relações com Investidores da Eletrobras, Arlindo Castanheira, disse que não há previsão para publicação do resultado do primeiro trimestre de 2010 da holding com os números consolidados de Furnas e das empresas Distribuição Acre, Amazonas Energia, Distribuição Roraima e Distribuição Rondônia - desta última, a Eletrobras só consolidou os dados de janeiro de 2010. "Não há previsão para a divulgação. Mas podemos dizer que o lucro vai ser muito maior do que o reportado", afirmou o executivo.

 

Oferta do Banco do Brasil

 

Banco do Brasil avançava 0,88%, após dar detalhes sobre a oferta pública de ações. Para a distribuição primária de 286 milhões de novas ações ordinárias o preço sugerido no prospecto é de R$ 27,51, com base no fechamento de 13 de maio. Com isso, a oferta pode alcançar o valor de R$ 7,86 bilhões.

 

Na lista de maiores baixas destaque ainda para Cyrela (-3,51%), B2W (-3,05%), Lojas Americanas (-2,54%), Brasil Ecodiesel (-1,05%) e Natura (-1,86%).

 

Entre as maiores altas estavam CCR (+3,09%), Brasil Foods (+2,84%), TIM ON (+2,34%), Fibria (+1,86%), Lojas Renner (+1,62%) e TAM (+1,64%).

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