Bolsas asiáticas caem pressionadas por China

Preocupação veio do mercado imobiliário chinês, após notícias de que o Industrial Bank teria apertado as condições de empréstimos 

Marcelo Ribeiro Silva, com informações da Dow Jones Newswires,

24 de fevereiro de 2014 | 08h20

A preocupação em relação ao mercado imobiliário da China pesou sobre as ações asiáticas nesta segunda-feira e foi determinante para que o pessimismo prevalecesse entre os investidores da região.

Na China, as bolsas fecharam em queda, diante da cautela dos investidores em relação à informação de que o governo chinês vai impor controles sobre o setor imobiliário. O índice Xangai Composto perdeu 1,75%, a 2.076,69 pontos, enquanto o Shenzhen Composto recuou 0,07%, a 1.134,19 pontos.

O movimento de baixa veio após notícias de que o Industrial Bank apertou as condições de empréstimos para o setor imobiliário e indústrias relacionadas.

De acordo com dados publicados durante a madrugada, a alta dos preços no setor imobiliário chinês perdeu força pela primeira vez em um ano em janeiro. No mês passado, o preço médio em 70 cidades subiu 8,98%, após avançar 9,17% em dezembro, sugerindo um ambiente de crédito mais apertado no país. Entre as ações, a China Vanke recuou 4,9%, enquanto a Gemdale Corp perdeu 7,7%.

O Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, cedeu 0,80%, a 22.388,56 pontos, também pressionado pelos temores em relação ao mercado imobiliário chinês. O índice filipino PSEi perdeu 0,19%, a 6.296,32 pontos, reagindo às perdas registradas pelas bolsas de Nova York na sexta-feira.

O principal índice acionário de Taiwan, o Taiex, recuou 0,48%, a 8.560,61 pontos, em meio a temores ligados a um possível aumento de imposto para as empresas de serviços financeiros, de 2% para 5%. Enquanto isso, o índice sul-coreano Kospi caiu 0,45%, a 1.949,05 pontos.

No início do pregão, as bolsas asiáticas chegaram a operar em campo positivo, impulsionadas por decisões anunciadas durante a reunião das 20 maiores economia do mundo, o G-20, em Sydney, no final de semana. Os líderes de finanças das maiores economias do mundo sinalizaram que terão como objetivo elevar o crescimento global em mais de US$ 2 trilhões nos próximos quatro anos, visando acelerar a economia mundial em um momento volátil.

De acordo com um plano elaborado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e adotado pelo G-20, as economias avançadas manteriam as suas política de estímulos, enquanto os mercados emergentes trabalharia para reestruturar suas economias e manter a inflação sob controle. O noticiário sobre a China, porém, acabou pesando mais e determinou o pessimismo generalizado dos mercados asiáticos.

Na Austrália, o índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, subiu 0,03% e encerrou o dia a 5.440,20 pontos, com os investidores divididos entre os resultados melhores do que o esperado e a desvalorização das ações asiáticas. Se destacaram a Westpac, que subiu 0,78%, e a BHP Billiton, que avançou 0,54%. Ambas as empresas divulgaram balanços na semana passada.

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