Bolsas asiáticas estendem perdas com Wall Street

Investidores foram norteados pela reação negativa em NY à crise na Líbia 

Hélio Barboza, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado,

23 de fevereiro de 2011 | 07h43

À exceção da China, os mercados da Ásia estenderam as perdas nesta quarta-feira. A reação negativa de Wall Street à crise na Líbia norteou os investidores nas bolsas da região.

A Bolsa de Tóquio fechou em queda pela segunda sessão consecutiva, diante da continuidade das preocupações com a revolta popular no Oriente Médio e no Norte da África, ao mesmo tempo em que ações da Toyota, da Sony e de outras exportadoras declinaram com a valorização do iene. O índice Nikkei 225 baixou 65,60 pontos, ou 0,8%, e fechou aos 10.579,10 pontos, o menor nível desde 4 de fevereiro.

A Bolsa de Hong Kong apresentou o terceiro pregão seguido de baixa. O índice Hang Seng baixou 83,91 pontos, ou 0,4%, e encerrou aos 22.906,90 pontos.

Já as Bolsas da China se recuperaram e fecharam em elevação, lideradas pelas mineradoras de ouro, após a alta do preço do metal, e pelos caçadores de ofertas no setor imobiliário. O índice Xangai Composto ganhou 0,3% e terminou aos 2.862,63 pontos. O índice Shenzhen Composto subiu 0,9% e fechou aos 1.273,92 pontos.

O yuan se valorizou em relação ao dólar, em meio à fraqueza da moeda norte-americana no exterior e à expectativa de que Pequim deixe sua moeda se apreciar mais rapidamente como forma de combater a inflação. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,5743 yuans, de 6,5803 yuans do fechamento da terça-feira. O Banco Popular da China (PBOC, na sigla em inglês, banco central) fixou a paridade central em 6,5828 yuans por dólar, acima dos 6,5772 yuans por dólar da terça-feira.

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, fechou em baixa, com o contínuo movimento de vendas de investidores estrangeiros estendendo a queda de 1,87% registrada na terça-feira. O índice Taiwan Weighted recuou 1,67% e fechou aos 8.528,94 pontos.

A Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, fechou em baixa pela segunda sessão. O índice Kospi caiu 0,4% e terminou aos 1.961,63 pontos, novamente por conta de vendas de investidores estrangeiros.

Na Austrália, a Bolsa de Sydney fechou novamente no negativo, ainda influenciada pelo terremoto em Christchurch, que afetou ações com exposição à Nova Zelândia. O índice S&P/ASX 200 recuou 0,2%e terminou aos 4.845,9 pontos.

Nas Filipinas, o índice PSE da Bolsa de Manila teve queda de 0,71% e encerrou aos 3.757,04 pontos.

A Bolsa de Cingapura teve baixa pela terceira sessão seguida, depois de o governo ter divulgado índice de inflação maior que o esperado, enfraquecendo o sentimento já afetado por preocupações com as agitações no Oriente Médio. Também pesaram os baixos fechamentos nas demais bolsas asiáticas. O índice Straits Times recuou 0,6% e fechou aos 3.001,85 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, subiu 0,7% e fechou aos 3.474,12 pontos, liderado por compras de papeis de companhias que devem apresentar fortes lucros em 2010 e distribuir altos dividendos.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, teve alta de 0,4% e fechou aos 90,91 pontos, com a alta dos preços do petróleo elevando o sentimento para os peso pesados do setor de energia.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, recuou 0,2% e fechou aos 1.511,11 pontos, uma vez que o sentimento do investidor permanece frágil com a contínua tensão geopolítica no Oriente Médio e norte da África. As informações são da Dow Jones

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