Bolsas asiáticas fecham em alta animadas com EUA

Mercado da China quebra série de quatro sessões seguidas em queda com otimismo no setor imobiliário

ANDRÉ LACHINI E LUCAS HIRATA, Agencia Estado

30 de novembro de 2012 | 06h52

A maioria das bolsas de valores da Ásia fechou nesta sexta-feira em terreno positivo, com destaque para o mercado da China, que quebrou a série de quatro sessões seguidas em queda e fechou o dia puxado pelas ações de incorporadoras após comentários do vice-primeiro-ministro do país sobre urbanização. Já os outros mercados asiáticos foram influenciados pelas perspectivas positivas sobre a resolução de questões políticas na China e nos EUA.

A eleição presidencial dos EUA e a transição de liderança na China deram aos investidores uma perspectiva melhor sobre a política das duas maiores economias do mundo. E, embora a reeleição do presidente Barack Obama tenha provocado uma pressão para baixo quando o medo do abismo fiscal influenciou alguns investidores, o sentimento geral agora é de que um acordo sobre o déficit orçamentário será alcançado. Segundo especialistas, uma perspectiva política mais clara significa que os investidores podem se concentrar na situação econômica da Ásia.

As ações na China fecharam em alta depois dos comentários do vice-primeiro-ministro, Li Keqiang, de que a urbanização permanece como um dos principais focos do país nos próximos anos. O índice Xangai Composto avançou 0,9%, para 1.980,12 pontos. Já o índice Shenzhen Composto subiu 1,3% para 752,84 pontos. As ações das empresas de cimento puxaram a expansão: Anhui Conch Cement teve alta de 4,9% e a Jiangxi Wannianqing Cement subiu 6,1%.

A China Vanke, uma das maiores incorporadoras do país, teve ganho de 3,8% e o Grupo Poly de imóveis escalou 3,3%. Apesar dos resultados desta madrugada, o índice de Xangai perdeu 2,3% na semana, devido às últimas sessões pressionadas pelo receio dos investidores com relação a um possível excesso de ações no mercado e com baixos rendimentos corporativos.

O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, teve leve alta de 0,5%, para 22.030,39 pontos. Em Taiwan, a Bolsa de Taipé fechou em alta pela sexta sessão seguida com acréscimo de 1%, aos 7.580,17 pontos, estimulada pelos investidores que estão ficando menos avessos ao risco por causa de alguns sinais de progresso nas negociações nos EUA e dos incentivos do governos para a compra de ações.

Na Austrália, os investidores foram às compras das ações de empresas de energia, indústrias e mineradoras. O volume de vendas, de 7,5 bilhões de dólares australianos (US$ 7,8 bilhões) ficou bem acima da média diária deste ano, de 3,9 bilhões na Bolsa de Sydney. "Existe um certo consenso no mercado de que haverá algum tipo de acordo nos EUA para evitar o ''abismo fiscal'', talvez até 21 de dezembro", disse Chris Weston, estrategista-chefe de mercado da IG. O índice S&P/ASX 200 fechou em alta de 0,6%, aos 4.506 pontos. As ações da mineradora Rio Tinto avançaram 2,75%.

A Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, foi uma exceção e fechou a jornada com queda leve de 0,1%, com o índice Kospi aos 1.932,90 pontos. O Kospi fechou a semana com um avanço de 1,76% e o mês com ganho de 2,19%, mas nesta sexta-feira oscilou durante grande parte da jornada entre os terrenos positivo e negativo. As ações da siderúrgica Posco avançaram 1,3%, mas os papéis da Samsung Electronics, que têm peso grande no Kospi, caíram 0,6%.

A Bolsa de Manila, nas Filipinas, não abriu hoje por causa de um feriado. As informações são da Dow Jones.

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