Bolsas asiáticas fecham em alta após Fed e dados dos EUA

Os mercados de ações da região da Ásia e do Pacífico fecharam em direções divergentes nesta quinta-feira, enquanto os investidores analisavam a decisão mais recente de política monetária do Federal Reserve. O destaque do pregão, no entanto, ficou por conta das bolsas da China, que terminaram o dia em alta e acumularam os maiores ganhos mensais desde 2012, diante de perspectivas positivas sobre a economia do país.

LUCAS HIRATA, Estadão Conteúdo

31 de julho de 2014 | 09h18

Após uma série de indicadores positivos da economia chinesa, o índice Xangai Composto encerrou o dia com uma elevação de 0,93%, aos 2.201,56 pontos, o maior nível de fechamento desde 12 de dezembro de 2013. No mês de julho, a alta totalizou 7,48%, o melhor resultado mensal desde dezembro de 2012. O índice Shenzhen Composto subiu 0,82%, aos 1.160,01 pontos, com ganho de 5,77% no mês.

"O sentimento melhorou de maneira notável, embora ainda existam dúvidas sobre os ganhos recentes", afirmou o analista Yan Xiao''ou, da Shenyin Wanguo Securities. Na noite desta quinta-feira, serão conhecidos os índices dos gerentes de compras (PMI) do setor industrial do país em julho.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng, teve leve ganho de 0,10% na sessão, aos 24.756,85 pontos, marcando a oitava alta seguida. Com isso, a bolsa acumulou avanço de 6,75% no mês, o maior ganho desde setembro de 2012.

Entre outras praças da região, os catalisadores mais claros foram a decisão do Fed, indicadores dos EUA e balanços corporativos. O banco central norte-americano anunciou uma redução adicional de US$ 10 bilhões em suas compras mensais de ativos, em linha com a previsão de analistas, e forneceu sinais mistos sobre sua avaliação da economia do país, o que foi visto como um indicativo de que a política continuará acomodatícia.

O principal dado dos EUA foi o Produto Interno Bruto (PIB), que avançou a uma taxa anual ajustada sazonalmente de 4,0% no segundo trimestre, acima da previsão de crescimento a um ritmo de 3,0%. Além disso, o índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE) nos EUA subiu 2,3% no período em questão, mostrando uma aceleração em relação ao primeiro trimestre deste ano e acima da meta de inflação do Fed, de 2%, pela primeira vez desde o começo de 2012.

Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 ganhou 0,18%, aos 5.632,90 pontos, o que resultou em um avanço de 4,40% em julho. O resultado mensal foi o melhor em 12 meses. Por outro lado, o índice Kospi encerrou com perda de 0,31%, aos 2.076,12 pontos, por causa da quedas nos ganhos trimestrais da Samsung Electronics. A elevação no mês foi de 3,69%.

Tudo o que sabemos sobre:
Ásiabolsasmercado financeiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.