Bolsas asiáticas fecham em alta com dados da China

Os mercados de ações na Ásia fecharam em alta nesta segunda-feira, com esperanças de que Pequim deve tomar medidas de estímulo para ajudar a economia do país. Além disso, as ações na China foram impulsionadas pelos dados do sistema bancário divulgados na semana passada.

AE, Agencia Estado

12 de agosto de 2013 | 05h56

Segundo o jornal South China Morning Post, de Hong Kong, o governo chinês está "discretamente oferecendo estímulos financeiros" para as principais cidades e províncias do país para apoiar as economias locais. Ao citar fontes governamentais não identificadas, a publicação informou que, enquanto os formuladores de políticas negam repetidamente a possibilidade de estímulo nacional, eles não descartam "estímulos econômicos não-oficiais" para ajudar as economias locais.

Com isso, o índice Xangai Composto fechou em alta de 2,4%, aos 2.101,28 pontos, o nível de fechamento mais alto desde 19 de junho, quando o índice atingiu 2.143,45 pontos. O Índice Shenzhen Composto subiu 1,3%, para 1.009,13 pontos, e o índice Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 2,13% aos 22.271,28 pontos.

O relatório mensal de empréstimos da China, divulgado na semana passada, mostrou que os bancos concederam 699,9 bilhões de yuans (US$ 114 bilhões) em novos empréstimos em julho, superando a previsão de 14 economistas consultados pela Dow Jones Newswires, de 633 bilhões de yuans.

Junto com os dados sobre o comércio e sobre a indústria, o relatório sugere que a economia chinesa está se mostrando resistente ao aperto de crédito e conseguiu se estabilizar, segundo analistas.

Influenciada pelos dados chinesas, a Bolsa de Sydney fechou em alta, impulsionada por mineradoras. A BHP Billiton e Rio Tinto subiram 2,6% cada uma, levando o índice S&P/ASX 200 a uma alta de 1,1%, aos 5.108,7 pontos.

O índice Taiwan Weighted fechou em alta de 0,6%, aos 7903,38 pontos, e o índice PSEi, das Filipinas, ganhou 0,6%, aos 6443,81 pontos.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi encerrou o pregão com avanço de 0,2% aos 1.884,83 pontos, depois de subir até 1894,42 pontos durante a sessão. Um dos fatores que limitou o avanço foi a divulgação do PIB do Japão, cuja expansão ficou aquém do esperado e aumentou preocupações sobre o crescimento econômico na região, segundo analistas. Fonte: Dow Jones Newswires.

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