Bolsas asiáticas fecham em alta com PMI da China

Índice dos gerentes de compras industrial da China subiu para 49,7 em maio, de 48,1 em abril, mostram dados preliminares divulgados pelo HSBC

22 de maio de 2014 | 08h21

Os mercados de ações da Ásia fecharam majoritariamente em alta nesta quinta-feira, após uma melhora no índice de gerentes de compras (PMI) do setor industrial da China. Os dados medidos pelo HSBC amenizaram algumas preocupações sobre a saúde econômica da segunda maior economia do mundo, contudo não foram suficientes para impulsionar a Bolsa de Xangai em meio a incertezas sobre a recuperação chinesa.

O índice dos gerentes de compras industrial da China subiu para 49,7 em maio, de 48,1 em abril, segundo dados preliminares divulgados pelo HSBC. Essa é a maior leitura em cinco meses, mas o número abaixo de 50 ainda indica uma retração da atividade industrial em relação ao mês anterior.

O índice Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 0,51% e terminou o pregão a 22.953,76 pontos. As empresas de gás no mercado local foram os destaques depois que Moscou e Pequim assinaram um contrato de abastecimento de gás russo para a China. As ações da China Resources Gas Group e da China Gas Holdings - duas companhias com uma forte presença no nordeste da China, onde tem sido relatado uma escassez na oferta - subiram 3,9% e 6%, respectivamente.

Os papéis da fabricante de trem-bala China CNR Corp perderam 1,9% no primeiro dia de negociação em bolsa, depois que a empresa levantou US$ 1,2 bilhão em uma oferta pública inicial (IPO), a primeiro grande emissão em Hong Kong desde o colapso da listagem do WH Group.

Além dos dados de manufatura da China, a tendência de alta na Ásia também foi sustentada pelos ganhos das bolsas em Wall Street. O índice Dow Jones teve seu maior avanço em mais de um mês na quarta-feira, depois que a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve mostrou que os membros do banco central norte-americano discutiram como elevar as taxas de juros, mas a perspectiva sobre a economia não mudou o suficiente para justificar uma mudança na política.

Com isso, o índice Kospi, de Seul, ganhou 0,36%, a 2.015,59 pontos, e o índice S&P/ASX 200, de Sydney, avançou 1,02%, para 5479,90 pontos.

Por outro lado, as ações em Xangai cederam terreno em meio a incertezas sobre a recuperação econômica chinesa. O índice Xangai perdeu 0,18%, a 2021,29 pontos, e o índice Shenzhen Composto avançou 0,1%, para 1028,68 pontos.

"É necessário um apoio fiscal maior. Embora os dados [da indústria] tenham ficado acima do esperado, vimos o índice de emprego diminuir a um ritmo mais rápido, mostrando que o mercado de trabalho ainda está enfrentando pressão", disse o economista Fan Zhang, da CIMB Securities. Na mesma linha de pensamento, Simon Wang, analista da Guoyuan Securities, disse que "a questão permanece sobre quão sustentável é a recuperação".

As ações na Tailândia terminaram em alta de 0,2%. No início do dia, a Standard & Poor disse que a tensão política no país, que até então dizia respeito a lei marcial e um impasse entre os líderes políticos, não era o suficiente para justificar um downgrade. Contudo, mais tarde, após o fechamento do pregão. O comandante do Exército da Tailândia, Prayuth Chan-ocha, anunciou que os militares tomaram o poder em um golpe de Estado, com o objetivo de restaurar a estabilidade e a ordem no país após seis meses de impasses políticos.

De acordo com o general, a comissão que impôs a lei marcial na terça-feira pode assumir o controle da administração do país. O golpe aconteceu após dois dias seguidos de reuniões entre líderes políticos rivais do país, que não conseguiram resolver o impasse. Com informações da Dow Jones e da Associated Press

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