Bolsas asiáticas fecham em alta lideradas pela China

Expansão mais lenta do que a esperada para a economia chinesa afetou pregão em Hong Kong

19 de abril de 2013 | 07h09

Os mercados de ações da Ásia fecharam em alta nesta sexta-feira, com as ações na China mostrando uma recuperação após uma semana amplamente negativa.

Os decepcionantes dados de crescimento da China, divulgados no início da semana, estabeleceram um cenário para os mercados asiáticos nesta semana. Uma expansão mais lenta do que o esperado não só pesou sobre o pregão em Hong Kong, mas também ajudou a agravar uma onda de vendas em commodities, com o ouro liderando o declínio.

Após começar a semana com o pé errado, o apetite pelas ações da região se recuperou na sexta-feira, tendo em vista que os mercados diminuíram uma parte das perdas da semana. Um forte desempenho do índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, quase equilibrou a perda da semana.

As ações da China lideraram a recuperação desta sexta-feira. O índice Xangai Composto fechou em alta de 2,1%, aos 2.244,64 pontos, levando seus ganhos também para Hang Seng. O índice Hang Seng avançou 2,3%, para 22.013,57 pontos, acabando com uma série de cinco dias de perdas. O índice Shenzhen Composto ganhou 2,2%, a 943,42 pontos.

Os fracos dados de crescimento já haviam sido digerido até sexta-feira e o foco era a esperança de que um aumento iminente da banda de negociação do yuan poderia levar mais recursos a entrarem nos mercados de capitais do país. A expectativa foi elevada depois de comentários feitos pelo vice-presidente do Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês), Yi Gang, nesta semana.

Além disso, o chefe do Fundo Monetário Internacional na Ásia, Anoop Singh, disse que os mercados tiveram uma reação exagerada aos dados de crescimento da China e que os indicadores recentes mostram que a maior economia da Ásia está se segurando bem.

Outra vítima dos dados da China foi o setor de mineração australiano, que também se recuperou nesta sexta-feira. Embora o índice S&P/ASX 200 tenha registrado apenas um aumento moderado de 0,2%, aos 4.931,90 pontos. A BHP Billiton ganhou 2,5%, a Rio Tinto avançou 4,3% e a Newcrest Mining subiu 4,8%.

"Até que vejamos alguns dados econômicos definitivos, especialmente, fora das economias asiáticas, sugerindo que as coisas ainda estão nos trilhos, ainda haverá um ponto de interrogação sobre onde os preços das commodities estarão nos próximos seis a 12 meses", disse o assessor sênior de equities Tony Russell, do RBS Morgans em Brisbane.

O índice Kospi Composto, da Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, avançou 0,4% para 1.906,75 pontos. As ações de empresas de tecnologia permaneceram enfraquecidas por causa de notícias da desaceleração da demanda pelos produtos da Apple e uma fraca perspectiva para a Intel. A Samsung Electronics caiu 1% e a LG Display cedeu 1%.

As ações em Taiwan terminaram a sessão em alta acentuada. O índice Taiwan Weighted ganhou 1,8%, aos 7.930,80 pontos, o nível mais alto de fechamento desde 14 de março. A TSMC ganhou 6,6%, no limite de alta diário, levando outros fabricantes de chips, equipamentos e fornecedores de componentes ao terreno positivo. Segundo o analista Alex Huang, da Mega Securities, "a perspectiva da TSMC injetou uma energia muito positiva em toda a indústria de tecnologia".

Em Manila, nas Filipinas, o índice PSEI fechou em alta de 1,5%, aos 6.957,10 pontos, puxado para cima por fortes resultados corporativos de empresas da região. As informações são da Dow Jones.

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