Bolsas asiáticas fecham em alta; Xangai sobe 3%

Compras institucionais de ações de primeira linha fizeram a Bolsa de Xangai fechar em alta pelo quarto dia seguido. O índice Shanghai Composto subiu 3% e o Shenzhen Composto avançou 3,3%. A alta resultou do otimismo quanto ao desempenho do mercado depois do feriado do Ano Novo chinês, na semana que vem. Baoshan Iron & Steel valorizou 3,3%, China Chemical e Petroleum ganhou 2,9% e Bank of China avançou 4%. Segundo os analistas, as compras institucionais foram estimuladas pelas perspectivas de valorização do yuan e de melhora nos balanços das empresas. As preocupações a respeito de um possível aumento dos juros dissiparam-se depois da divulgação de uma queda no crescimento da base monetária. No mercado cambial chinês, a moeda local se valorizou frente ao dólar, que se enfraqueceu novamente diante do iene. Os operadores disseram, porém, que o mercado não foi afetado pelas declarações de ontem do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke. Ele reforçou a posição do governo norte-americano e disse que a China não tem feito o suficiente para permitir a livre flutuação do yuan. No mercado de balcão, o dólar recuou, às 5h30 (hora de Brasília), para 7,7545 yuan, de 7,7575 do fechamento de ontem. No sistema automático de preços, a moeda norte-americana valia 7,7555 yuan, de 7,7580 ontem. Hong Kong Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,6%, ajudado pelo fechamento recorde do índice Dow Jones. "Um dólar norte-americano mais fraco (resultado de um corte da taxa de juros) significa que parte do dinheiro especulativo ficará em Hong Kong", disse o gestor de fundos Alex Wong, da Ample Finance Group. As blue chips registraram ganhos acentuados, depois de o presidente do Fed, Ben Bernanke, ter sugerido que as pressões inflacionárias estão diminuindo. Papéis do setor imobiliário também subiram. Coréia do Sul Na Bolsa de Seul, na Coréia do Sul, o índice Kospi avançou 0,5%, apoiado nas compras efetuadas pelo Fundo de Pensão Nacional. Kookmin Bank, que recentemente prometeu pagar bons dividendos, atingiu valorização de 3,9%. Samsung Electronics avançou 1,2%. A estatal Kepco declinou 0,3%, em meio ao temor de que os ganhos da empresa sejam prejudicados se a Coréia do Sul passar a ajudar a Coréia do Norte com o fornecimento de energia. Austrália Os fortes resultados corporativos e a alta das bolsas de valores estrangeiras levaram o índice S&P/ASX 200 da Bolsa de Sydney, na Austrália, a atingir 6 mil pontos no pregão de hoje. O índice encerrou o dia com 5.992,80 pontos, o que significa uma alta de 0,5%. Segundo os estrategistas do mercado, a elevação dos lucros das empresas e o ambiente macroeconômico podem possibilitar ganhos adicionais. A maior contribuição para o resultado veio da gigante de telecomunicações Telstra, que divulgou uma queda abaixo da esperada em seu lucro do primeiro semestre fiscal e uma melhora em suas perspectivas para o ano. As ações da companhia subiram 3,9%. As mineradoras também contribuíram muito para o resultado do pregão, devido à valorização das commodities. BHP Billiton subiu 1% e Rio Tinto, 1,2%. Filipinas Nas Filipinas, a Bolsa de Manila fechou com o índice PSE Composto apontando alta de 2,4% e total de 3.379,37 pontos, seu melhor fechamento desde 10 de fevereiro de 1997. A Bolsa foi estimulada pela notícia de que o país pode subir no ranking de mercados aptos a receber investimentos do Sistema de Aposentadoria dos Empregados Públicos da Califórnia (CalPERs). As ações da Philippine Long Distance Telephone (PLDT) subiram 2,1%. Em Jacarta, o índice JSX Composto subiu 2,25%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, o índice Composto fechou em alta de 1,04%. O pregão da Bolsa da Cingapura terminou com o índice Straits Times em alta de 2,21%. Em Taiwan, o índice Weighted subiu 0,94%. As informações são da Dow Jones.

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