Bolsas asiáticas fecham em baixa; Tóquio perde 1,2%

Tensão na Líbia manteve os mercados da região sob pressão 

Hélio Barboza, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado,

24 de fevereiro de 2011 | 07h19

A maioria dos mercados da Ásia continuou em baixa nesta quinta-feira. A queda em Wall Street e o efeito Líbia mantiveram as bolsas da região sob pressão.

A Bolsa de Tóquio fechou em queda, uma vez que a escalada das tensões no Oriente Médio e no Norte da África, juntamente com a alta do petróleo e o enfraquecimento do dólar combinaram-se para afundar as ações das empresas exportadoras, como a TDK. Ao mesmo tempo, planos diluentes de financiamento no mercado acionário por parte da Tobu Railway e de outras empresas tiraram o entusiasmo dos investidores. O índice Nikkei 225 caiu 126,39 pontos, ou 1,2%, e fechou aos 10.452,71 pontos, fechando abaixo do nível técnica e psicologicamente importante dos 10.500 pontos.

Este foi o caso da Bolsa de Hong Kong, que apresentou o quarto pregão seguido de baixa. O índice Hang Seng baixou 305,86 pontos, ou 1,3%, e encerrou aos 22.601,04 pontos.

Já as Bolsas da China voltaram a fechar em ligeira elevação, lideradas pelas corretoras, por conta do otimismo em relação às perspectivas de ganhos no setor, e pelas mineradoras de carvão, com expectativas de que a alta do petróleo irá alavancar os preços do produto. O índice Xangai Composto ganhou 0,6% e terminou aos 2.878,18 pontos. O índice Shenzhen Composto subiu 0,5%, terminando aos 1.279,64 pontos.

O yuan se desvalorizou em relação ao dólar, na medida em que as tensões na Líbia continuaram a conter a demanda por moedas asiáticas. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,5787 yuans, de 6,5743 yuans do fechamento de quarta-feira. A taxa de paridade central dólar-yuan foi fixada em 6,5795 yuans, de 6,5828 yuans ontem.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé encerrou o dia em leve alta. Os investidores locais foram os principais compradores, enquanto os estrangeiros continuaram o movimento de se retirar dos mercados da Ásia em geral. O índice Taiwan Weighted avançou 0,15% e fechou aos 8.541,64 pontos, mas registrou 8.633,24 na maior alta do dia, com a realização de lucros dos investidores.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul recuou 0,6% e encerrou aos 1.949,88 pontos, na terceira sessão consecutiva de perdas em meio às preocupações com a turbulência política na Líbia.

A Bolsa de Sydney, na Austrália, sofreu sua quinta queda consecutiva e o índice S&P/ASX 200 se aproximou do nível de sustentação de 4.800 pontos. O índice baixou 0,8% e fechou aos 4.809,3 pontos.

A Bolsa de Manila, nas Filipinas, fechou em baixa pela quinta sessão consecutiva. O índice PSE recuou 0,70% e terminou aos 3.730.84 pontos.

A Bolsa de Cingapura fechou em queda, abaixo do importante nível psicológico de 3 mil pontos, uma vez que a inflação regional, a alta dos preços do petróleo e as crescentes preocupações geopolíticas continuaram a pressionar os mercados globais. O índice Straits Times cedeu 1,0% e fechou aos 2.973,08 pontos, primeiro fechamento abaixo dos 3 mil pontos desde 2 de setembro.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, perdeu 1,0% e fechou aos 3.429,13 pontos, pressionado por preocupações de que a alta dos preços do petróleo possa trazer mais inflação.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, perdeu os ganhos da manhã e terminou em baixa de 1,4%, fechando aos 977,22 pontos, menor fechamento desde terça-feira da semana passada. O sentimento esteve pressionado pelo baixo desempenho nas demais bolsas regionais. A escalada dos preços do petróleo devido às tensões no Oriente Médio e no norte da África aumentou as preocupações sobre a pressão da alta da inflação.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, caiu 1,4% e fechou aos 1.489,87 pontos, em meio a amplo movimento de vendas que irrompeu na última hora de negociações. As informações são da Dow Jones

Tudo o que sabemos sobre:
bolsasÁsia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.