Eugene Hoshiko/AP
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Bolsas asiáticas fecham em direções divergentes

O índice Xangai Composto terminou com ganho de 1,32%, aos 2.937,65 pontos, o maior nível de fechamento desde abril de 2011

AE, Estadão Conteúdo

05 Dezembro 2014 | 08h06

Os mercados de ações da região da Ásia e do Pacífico fecharam em direções divergentes nesta sexta-feira. Enquanto a sessão australiana foi marcada por vendas no setor de energia diante de preocupações com os preços de petróleo, as bolsas chinesas atingiram um volume recorde de negociações, em um dia bastante volátil.

O volume de negociações em Xangai e Shenzhen subiu para mais de 1 trilhão de yuans pela primeira vez, com alta de 21%, a 1,051 trilhão de yuans (170,68 bilhões), ante quinta-feira. Analistas atribuíram o volume elevado e a alta volatilidade na sessão à realocação de ativos e apostas no setor financeiro, especialmente corretoras, que pode se beneficiar do comércio ativo trazido pela plataforma de conexão Xangai-Hong Kong.

O índice Xangai Composto terminou com ganho de 1,32%, aos 2.937,65 pontos, o maior nível de fechamento desde abril de 2011. As corretoras continuaram a se destacar no mercado local. Das 19 listadas, 15 corretoras atingiram o limite diário máximo de 10%, incluindo a Haitong Securities, que informou estar em negociações para comprar o Banco Espírito Santo de Investimentos (BESI), a unidade de investimento do Novo Banco, de Portugal.

O resultado desta sexta-feira em Xangai levou a bolsa à quarta semana consecutiva de ganho, com elevação no acumulado dos últimos cinco dias a 9,50%, o melhor desempenho desde a semana encerrada em 6 de fevereiro de 2009. O índice foi negociados entre 2.813,05 pontos e 2.978,03 pontos, oscilando de 5,7% na sessão mais volátil desde 16 agosto de 2013, quando se moveu 6,6% devido a uma falha de negociação. O índice Shenzhen Composto, por outro lado, caiu 1,84%, para 1.454,63 pontos, com ganho semanal de 2,38%.

Diante das oscilações nos mercados da China continental, muitos investidores buscaram ações em Hong Kong, levando o índice Hang Seng a fechar em alta de 0,71%, aos 24.002,64 pontos. Com isso, houve leve ganho semanal de 0,06%. "Enquanto Xangai mostrou algumas dificuldades, o Hang Seng ganhou algum terreno com crescente conversa de que ações estão muito mais baratas em Hong Kong do que na China continental", disse a IG. O Hang Seng China A-H Premium Index mostra que os papéis negociados em Xangai estão 15,6% mais caras do que ações equivalentes negociadas em Hong Kong.

Os mercados também aguardam o resultado do relatório de emprego dos Estados Unidos, que é considerado um dos principais balizadores da política monetária do Federal Reserve. O documento será conhecido nesta sexta-feira.

Na Austrália, a bolsa de Sydney fechou em queda, pressionada por temores sobre os preços de petróleo. Na quinta-feira, a estatal de petróleo da Arábia Saudita, Saudi Aramco, reduziu os seus preços oficiais de venda para todos os tipos de petróleo com destino a Ásia em janeiro em US$ 1,50 a US$ 1,90 por barril e para os EUA em US$ 0,10 a US$ 0,90 por barril. O movimento ocorreu uma semana depois de o país convencer a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) a manter a meta de produção do grupo, em vez de frear a atividade de forma significativa para sustentar os preços. O índice

The S&P/ASX 200 cedeu 0,62%, aos 5.335,30 pontos, com ganho semanal de 0,4%. Entre os produtores de petróleo e gás, as ações da Woodside Petroleum terminaram em baixa de 2%, as da Oil Search caíram 1,9% e da Santos perderam 3,8%. Apesar de um aumento na quinta-feira no preço à vista do minério de ferro, os papéis da BHP Billiton recuaram 1,5%, da Rio Tinto caíram 3,5% e da Fortescue Metals Group cederam 3,3%.

A tendência d queda também foi observada nas Filipinas, diante de temores sobre a chegada do tufão Hagupit, o mais forte a se aproximar no país desde o ano passado. O PSEi perdeu 0,95% nesta sexta-feira, aos 7.230,56 pontos. com informações da Dow Jones

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