Bolsas asiáticas fecham em direções mistas

Os índices acionários da região da Ásia e do Pacífico fecharam em direções divergentes nesta terça-feira. A onda de protestos em Hong Kong continuou a elevar o sentimento de cautela e resultou em uma forte queda na bolsa local, contudo os investidores se mostraram otimistas com as reformas na Bolsa de Xangai e se mantiveram com compras de papéis nos mercados da China continental.

AE, Estadão Conteúdo

30 de setembro de 2014 | 08h30

Antes do início do feriado nacional da China, na quarta-feira, os ativistas em Hong Kong prometeram continuar os protestos até que suas exigências sejam atendidas. Manifestantes são contra o projeto que daria poder de veto à China sobre os políticos que poderiam concorrer nas eleições na ex-colônia britânica. "Ficamos com a sensação de que essas agitações podem durar pelo menos até o início da próxima semana" e que o número de pessoas poderá crescer, disse Gavin Parry, diretor-gerente da Parry International Trading em Hong Kong.

As manifestações pró-democracia, que têm atraído milhares de manifestantes às ruas de Hong Kong nos últimos dias, prejudicou ainda mais o sentimento dos investidores, que já se mostrava frágil diante de incertezas sobre a economia chinesa. Entre os números mais recentes da segunda maior economia do mundo, o índice dos gerentes de compras (PMI) industrial da China se manteve em 50,2 em setembro em relação a agosto, segundo a leitura final de dados medidos pelo banco HSBC. Na leitura preliminar, o indicador havia subido para 50,5 em setembro. Leituras acima de 50 indicam melhora na atividade do setor na comparação com o mês anterior.

Com isso, o índice Hang Seng, de Hong Kong, encerrou em baixa pela quarta sessão seguida. Nesta terça-feira, a queda foi de 1,28%, aos 22.932,98 pontos, levando a uma perda mensal de 7,31%. Este foi o pior desempenho em um mês desde maio de 2012. Em Seul, o índice Kospi perdeu 0,32%, aos 2.020,09 pontos, com queda mensal de 2,34%.

Por outro lado, as ações em Xangai encerraram no maior nível em 19 meses, no último dia de negociações antes do feriado local, que dura cerca de uma semana. A tendência de alta foi direcionada pelo otimismo dos investidores com novas reformas na bolsa local, que criam um vínculo com o mercado de Hong Kong.

Dois eventos em outubro serão acompanhados de perto pelos investidores, o que adicionou força ao mercado. O lançamento de um programa de investimentos que liga os mercados de ações deve canalizar até 300 bilhões de yuans em fundos na bolsa local. Enquanto isso, a quarta sessão plenária do 18º comitê central do Partido Comunista pode resultar em manchetes mais animadoras sobre reformas econômicas, disseram analistas.

O índice Xangai Composto avançou 0,26%, para 2363,87 pontos, o maior nível de fechamento desde 28 de fevereiro de 2013, o que resultou em alta de mais de 3% na série de seis sessões seguidas de ganhos. No setembro, o índice acumulou o quinto mês de elevação e subiu 6,62%. Esta é a maior série de avanços mensais desde 2009.

Analistas esperam mais ganhos após o feriado na China, tendo em vista que o Banco do Povo da China (PBOC) deve manter sua política monetária acomodatícia como uma resposta à frágil recuperação econômica. Os mercados de ações da China permanecerão fechados entre 1º de outubro e 7 de outubro. O índice Shenzhen Composto avançou 0,65%, para 1.333,50 pontos, com ganho mensal de 10%.

Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 encerrou com elevação de 0,54%, aos 5.292,80 pontos. Contudo, no mês, a perda foi de quase 6%. O mercado de ações do Sydney se recuperou, após baixas recentes, tendo em vista que ações de bancos retomaram algum terreno perdido e investidores conseguiu livrar-se de preocupações sobre protestos em Hong Kong e o crescimento econômico lento na China. No setor de mineração, as ações da BHP Billiton e da Rio Tinto ganharam 0,44% e 0,62%, respectivamente. Com informações da Dow Jones

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