Bolsas asiáticas fecham em queda

Os mercados de ações da região da Ásia e do Pacífico fecharam em queda nesta terça-feira, com baixo volume de operações devido aos feriados nos EUA e no Reino Unido na segunda-feira. Na China, a tendência de vendas foi liderada por ações de empresas menores em meio a preocupações no setor sobre futuras captações de recursos.

AE, Agencia Estado

27 de maio de 2014 | 08h17

Em um dia pouco movimentado, o índice Kospi, da Bolsa de Seul, terminou com baixa de 0,63%, aos 1997,63 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng cedeu 0,08%, para 22944,30 pontos, com perdas em varejistas de produtos de luxo em meio a discussões sobre a possível imposição governamental de um limite para entrada de turistas na região. As ações da Wharf (Holdings) lideraram as perdas com baixa de 3,45%. Os papéis da Chow Tai Fook, do setor de joias, cederam 3,22%.

O índice S&P ASX 200, de Sydney, perdeu 0,02%, para 5511,70 pontos. As ações da Suncorp Group caíram 1,97% depois de a seguradora afirmar que arcará com um custo de 500 milhões de dólares australianos (US$ 462,8 milhões) em sua divisão de seguro de vida. As mineradoras, no entanto, encerraram em alta depois que o preço do minério de ferro à vista subiu 1,1%. As ações da Fortescue Metals e do Atlas Iron avançaram 1,32% e 3,50%, respectivamente.

As bolsas na China encerraram em queda nesta terça-feira, pressionadas por papéis de empresas startups em meio a preocupações de que mudanças regulatórias dificultarão a arrecadação de fundos. O índice Xangai Composto teve baixa de 0,34%, aos 2034,57 pontos, enquanto o Shenzhen Composto cedeu 0,38%, a 1048,81 pontos. O índice ChiNext, referência para companhias menores, perdeu 1,10%, para 1306,28 pontos.

Os analistas culparam o recente endurecimento de um regulamento sobre a atividade de angariação de fundos na China por empresas de pequeno porte, que são listadas em grande parte na ChiNext, pelo declínio. Estas companhias devem ter uma proporção entre dívida e ativos de até 45% antes de realizar qualquer vendas "follow-on". As quedas no ChiNext também prejudicaram o sentimento no mercado mais amplo, disseram analistas.

"O regulamento é muito mais rigoroso com as condições financeiras das pequenas empresas do que antes, levantando uma questão sobre a forma pela qual muitas dessas companhias serão elegíveis para levantar fundos no futuro", disse Zeng Xianzhao, analista da Everbright Securities.

Por outro lado, incorporadoras imobiliárias subiram com esperanças de mais alívio na política no setor. As ações da Poly Real Estate avançaram 1% em Xangai e os papéis da China Vanke subiram 0,7% em Shenzhen. (Lucas Hirata, com informações da Dow Jones Newswires - lucas.hirata@estadao.com)

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