Bolsas asiáticas fecham em queda após dados da China

Em fevereiro, as exportações na China caíram 18,1% em comparação a igual período de 2013, resultando em um déficit comercial de US$ 22,98 bi

Marcelo Ribeiro Silva, da Agência Estado, com informações da Dow Jones Newswires,

10 de março de 2014 | 07h53

As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta segunda-feira em queda, após dados decepcionantes da China e do Japão intensificarem preocupações com uma eventual desaceleração na região. O pessimismo também refletiu cautela em relação à situação política da Ucrânia.

Em fevereiro, as exportações na China caíram 18,1% em comparação com o mesmo período de 2013, resultando em um déficit comercial de US$ 22,98 bilhões no segundo mês do ano, informou a Administração Geral das Alfândegas do país.

No Japão, a economia cresceu ainda menos do que o anunciado na estimativa inicial. Segundo os números revisados, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,2% nos três últimos meses de 2013, na comparação com o terceiro trimestre, enquanto o dado original havia marcado um avanço de 0,3%. Em termos anualizados, o PIB cresceu 0,7% entre outubro e dezembro, ante 1,0% no anúncio anterior.

Além disso, o Ministério das Finanças japonês registrou déficit comercial de 2,35 trilhões de ienes em janeiro, o que representa forte aumento de 79,4% em relação ao déficit do mesmo período do ano anterior.

Na sexta-feira, os esforços diplomáticos para tentar conter a crise política da Ucrânia acalmaram os ânimos dos investidores, mas as preocupações voltaram a ganhar força na primeira sessão da semana em função das tensões com a intervenção da Rússia na Crimeia.

Na China, os números da balança comercial aumentaram os rumores de que a economia do país está desacelerando. O índice Xangai Composto recuou 2,86%, a 2.092,75 pontos, enquanto o Shenzhen Composto perdeu 3,47%, a 1.064,06 pontos.

Alguns analistas especulam que os números chineses podem ter sido distorcidos por causa do impacto do feriado de Ano Novo lunar. Os dados ruins aumentaram as especulações de que o governo pode revisar a sua meta de crescimento para a economia chinesa neste ano durante sua reunião anual. O ministro das Finanças chinês, Lou Jiwei, afirmou que seria aceitável o governo reduzir a meta.

Entre as ações, as mineradoras se destacaram negativamente em função dos números ruins de exportação. A Shandong Gold Mining recuou 6,70%, enquanto a Shenghe Resources Holdings perdeu 10,02%.

No mesmo sentido, o índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, fechou em queda de 1,75%, a 22.264,93 pontos.

As demais bolsas da região também apresentaram perdas. O índice sul-coreano, Kospi, recuou 1,02%, a 1.954,42 pontos, enquanto o principal índice acionário de Taiwan, o Taiex, caiu 0,56%, a 8.665,24 pontos. No mesmo sentido, o índice SET, da Tailândia, perdeu 0,44%, a 1.349,05 pontos.

Na região do Pacífico, a Bolsa da Austrália acompanhou o pessimismo dos mercados asiáticos e caiu diante dos números preocupantes da China. O índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, recuou 0,93%, a 5.411,52 pontos. Entre as ações em destaque, as mineradoras fecharam com quedas expressivas. Os papéis da BHP Billiton e da Rio Tinto caíram 4,14% e 5,76%, respectivamente, enquanto os da Fortescue Metals recuaram 9,39%.

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