Bolsas asiáticas fecham em queda com declarações de Bernanke

Presidente do Fed afirmou que perspectivas para a economia dos EUA estão "atipicamente incertas" e que o banco central está pronto para adotar mais medidas para impulsionar o crescimento se for necessário

Hélio Barboza e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado,

22 de julho de 2010 | 07h58

A maior parte das bolsas asiáticas seguiu a tendência mundial de queda após as declarações de ontem do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, ao Senado norte-americano. Em Hong Kong e na China, porém, o setor imobiliário sustentou o fechamento em alta.

A Bolsa de Tóquio fechou em queda pela quinta sessão consecutiva depois que uma nova desvalorização do dólar, provocada pelas declarações desagradáveis do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, agitou novamente as ações das empresas exportadoras, com as da Tokyo Electron e da Olympus entre as mais atingidas. O índice Nikkei 225 baixou 57,95 pontos, ou 0,6%, e fechou aos 9.220,88 pontos.

As seguidas altas nas bolsas chineses ajudaram a puxar para cima o índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong, revertendo as perdas iniciais decorrentes de realizações de lucros, que se seguiram aos comentários pessimistas feitos ontem no Senado dos EUA pelo presidente do Fed. O índice Hang Seng avançou 0,5% e fechou aos 20.589,70 pontos.

Na China, a quarta alta consecutiva do índice Xangai Composto o levou ao nível mais alto em um mês. O índice avançou 1,1% e fechou aos 2.562,41 pontos, liderado pelas incorporadoras imobiliárias, após a notícia de que o governo vai adiar o início da cobrança de um imposto sobre o setor. O índice Shenzhen Composto ganhou 1,5% e terminou aos 1.035,78 pontos.

No mercado de câmbio chinês, o yuan caiu para uma mínima de duas semanas diante do dólar, por causa da elevação da paridade central e dos ganhos de ontem da moeda norte-americana contra o euro, após as declarações de Bernanke. No entanto, a forte demanda dos bancos chineses pelo yuan interrompeu o declínio da moeda local. No mercado de balcão, o dólar fechou em 6,78 yuans, a cotação mais alta desde 6 de junho, contra 6,7769 do fechamento de quarta-feira. A paridade central foi fixada em 6,7859 yuans por dólar, nível mais alto desde 30 de junho, e bem acima dos 6,702 yuans por dólar fixados na véspera.

A Bolsa de Taiwan, em Taipé, fechou em baixa, influenciada pelas perdas das bolsas norte-americanas e pelas declarações do presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA), Ben Bernanke. O índice Taiwan Weighted recuou 0,5% e fechou aos 7.666,34 pontos.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul seguiu a tendência dos mercados regionais e encerrou a sessão com perdas. O índice Kospi teve baixa de 0,8% e fechou aos 1.735,53 pontos.

A Bolsa de Sydney, na Austrália, também caiu após as perdas de Wall Street e as declarações de Ben Bernanke ao Senado norte-americano. O índice S&P/ASX 200 fechou em baixa de 0,9%, terminando aos 4.374,7 pontos. O setor de mineração fugiu da tendência baixista.

Nas Filipinas, a Bolsa de Manila encerrou o dia em ligeira queda. O índice PSE caiu 0,1% e fechou aos 3.414,90 pontos.

A Bolsa de Cingapura teve forte alta, ao contrário do declínio nas demais bolsas regionais, uma vez que o sentimento dos investidores esteve positivo ajudado pelo cenário favorável para a economia da ilha-Estado. O índice Straits Times subiu 1,0% e fechou aos 2.955,67 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, recuou 0,1% e fechou aos 3.009,92 pontos, com os investidores realizando lucros em blue chips de bancos.

Na Tailândia, o índice SET da Bolsa de Bangcoc valorizou 0,3% e fechou aos 833,01 pontos em forte volume uma vez que as ações de telecomunicações ampliaram os ganhos por conta do otimismo com o leilão das licenças de 3G, enquanto os lucros positivos no segundo trimestre continuaram a dar suporte às de bancos.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, caiu 0,4% e fechou aos 1.336,05, com realizações de lucros após recentes ganhos, em linha com o fraco desfecho das demais bolsas regionais. As informações são da Dow Jones.

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