Bolsas asiáticas fecham em queda com fatores locais

Os mercados de ações da Ásia fecharam em queda nesta quinta-feira. Enquanto a sessão de Sydney foi atingida por uma queda nos preços de minério de ferro, levando à baixa de mineradoras, as bolsas chinesas foram pressionadas pelas ações de siderúrgicas, uma vez que a perspectiva de demanda por ferro não parece ser muito positiva.

AE, Agencia Estado

30 de maio de 2013 | 06h49

Outro fator que pesou sobre o sentimento dos investidores foram os resultados negativos de Wall Street e Tóquio. As bolsa de Nova York fecharam em queda na quarta-feira, depois que a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) cortou suas projeções para a economia dos países-membros.

Já em Tóquio, o índice Nikkei teve mais uma forte queda ao recuar 5,2% com o enfraquecimento do dólar. O ressurgimento de receios de que o Federal Reserve pode começar em breve a reduzir suas medidas de estímulo também pressionaram as bolsas.

Na Austrália, algumas das principais mineradoras fecharam em baixa após uma queda nos preços de minério de ferro, levando o índice S&P/ASX 200 a um recuo de 0,9%, aos 4.930,7 pontos. A Fortescue Metals caiu 5,1% e a BHP Billiton perdeu 1,2%.

O mercado australiano também sofreu com a divulgação de dados que mostraram que empresas estão reduzindo seus planos de investimento no primeiro trimestre, com a desaceleração do boom da mineração. O BlueScope Steel caiu 2,9%.

Na China, as empresas siderúrgicas lideraram as perdas, devido à fraca perspectiva para a demanda de aço, disseram analistas. A Chongqing Iron & Steel caiu 1,4%, a Hebei Iron & Steel perdeu 1,3% e a Wuhan Iron & Steel cedeu 0,8%.

As incorporadoras imobiliárias sucumbiu à realização de lucros após os ganhos recentes. A Gemdale caiu 1,1%, a Xinhu Zhongbao cedeu 1,7% e o Oceanwide Real Estate Group terminou em queda de 0,5%.

Com isso, o índice Xangai Composto perdeu 0,3% e fechou aos 2.317,75 pontos. Já o índice Shenzhen Composto subiu 0,1%, para 1.043,47 pontos.

As companhias aéreas chinesas listadas em Hong Kong fecharam o pregão em queda com preocupações sobre a decisão do órgão regulador chinês de suspender a proibição contra novas companhias independentes. A Administração da Aviação Civil da China aprovou neste mês a criação de duas novas companhias aéreas. A medida poderia aumentar a concorrência entre empresas, o que assustou os investidores. A China Southern caiu de 3,4%, a Air China cedeu 3,3% e a China Eastern recuou 2,9%.

Com isso, o índice Hang Seng perdeu 0,3% e fechou aos 22.484 pontos, o nível mais baixo de fechamento desde que atingiu 22.401 pontos em 25 de abril.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi recuou 0,1%, para 2.000,10 pontos, com estrangeiros e instituições se tornando compradores líquidos de ações locais."A onda de compras de estrangeiros é positiva para o mercado, mas eles ainda têm de voltar a serem compradores consistentes", disse o analista Lee Kyoung-min, da Woori Investment & Securities. A Samsung Electronics subiu 2,1% e a Hyundai Mobis ganhou 2,1%, no entanto outras ações do índice recuaram, pesando sobre o Kospi.

Influenciados pelas preocupações com os EUA e pelos maus resultados dos mercados estrangeiros, o índice PSEi, de Manila, caiu 3,8%, para 6.953,35 pontos, e o índice Taiwan Weighted recuou 1,1%, para 8.243,29 pontos. As informações são da Dow Jones.

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