Bolsas asiáticas fecham majoritariamente em baixa

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, em reação a dados fracos da China e diante do apetite menor por ativos arriscados em meio à situação no Iraque e a disputa sobre gás natural entre Rússia e Ucrânia.

SERGIO CALDAS, Agência Estado

17 de junho de 2014 | 08h44

O principal índice acionário chinês, o Xangai Composto, caiu 0,92%, a 2.066,70 pontos. O Shenzhen Composto, que acompanha empresas chinesas menores, recuou 1,0%, a 1.075,81 pontos.

A queda na China veio após a notícia de que o gigante asiático atraiu em maio menos investimentos estrangeiros diretos, que caíram 6,7% ante um ano antes, a US$ 8,6 bilhões.

Além disso, há preocupações de que as tentativas de Pequim de estimular a economia têm tido pouco efeito. Isso ficou particularmente claro com as ações de bancos, que recuaram um dia depois de algumas instituições de porte médio obterem a redução da taxa de compulsório em 0,50 ponto porcentual. O China Minsheng Banking perdeu 0,8% e o Industrial Bank teve baixa de 1.5%. Pressionadas por realização de lucros, as petrolíferas também cederam. A China Petroleum & Chemical e a Petrochina caíram 1,6% e 0,5%, respectivamente.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em queda de 0,4%, a 23.203,59 pontos, influenciado por ações do setor imobiliário.

O apetite por renda variável na Ásia também se enfraqueceu em meio à escalada da violência no Iraque e discordâncias entre Rússia e Ucrânia sobre o fornecimento de gás natural. No país do Oriente Médio, insurgentes continuam avançando no norte do país. Já a Rússia decidiu ontem interromper as vendas de gás para a Ucrânia após os dois países fracassarem em fechar um acordo sobre o preço do produto.

Em mercados asiáticos menores, o filipino PSEi, da Bolsa de Manila, recuou 0.8%, a 6.705 pontos, e o Straits Times, de Cingapura, caiu 0,48%, a 3.274,44 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi, de Seul, avançou 0,4%, a 2.011,55 pontos, e o índice Taiex, de Taiwan, também subiu 0,4%, a 9.240,60 pontos, atingindo o maior nível desde maio de 2008.

Na Oceania, a sessão na bolsa australiana também foi de perdas. O índice S&P/ASX 200, das ações mais negociadas em Sydney, registrou baixa de 0,2%, a 5.400,70 pontos. A pressão veio das mineradoras, que caíram após os preços do minério de ferro atingirem nova mínima em 21 meses. Os papéis de energia também reagiram em queda à notícia de que a Shell planeja vender uma participação de 19% na Woodside Petroleum, a segunda maior petrolífera da Austrália, por 6,1 bilhões de dólares australianos (US$ 5,7 bilhões). Com informações da Dow Jones Newswires.

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