Bolsas asiáticas fecham mistas antes de fala de Yellen

As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta quinta-feira sem direção única, com os investidores divididos entre a expectativa com o discurso da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Janet Yellen, no Senado, e as preocupações com a situação na Ucrânia.

MARCELO RIBEIRO SILVA COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Agencia Estado

27 de fevereiro de 2014 | 08h49

A líder do Fed discursa no Comitê Bancário do Senado a partir das 12h (de Brasília). Em depoimento na Câmara dos Representantes, no dia 11, Yellen sinalizou que o Fed vai continuar retirando sua política de estímulos monetários gradualmente e que as taxas de juros permanecerão nos atuais níveis baixos. Os investidores estarão atentos ao discurso para saber se Yellen vai reiterar a perspectiva para a política monetária do país após os dados econômicos mistos das duas últimas semanas.

Os temores sobre a crise política na Ucrânia também afetaram o humor dos investidores. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou um imediato teste de prontidão de combate para suas tropas nas regiões central e oeste do país, o que aumentou o clima de tensão na Europa. Além disso, o Parlamento da região ucraniana da Crimeia foi invadida hoje por manifestantes pró-Rússia. Neste contexto, a Bolsa de Tóquio caiu 0,32%, a 14.923,11 pontos.

Na China, o índice Xangai Composto repetiu o desempenho da sessão anterior e ampliou os ganhos depois que os temores em relação ao setor imobiliário do país diminuíram. As ações dos setores de energia elétrica e defesa se destacaram positivamente. O índice Xangai Composto subiu 0,3%, a 2.047,35 pontos. O Shenzhen Composto, por outro lado, recuou 1,8%, a 1.075,48 pontos.

A expectativa de construção de novas linhas de transmissão de energia na região leste do país elevou os papéis do setor. A Shanghai Electric Power ganhou 7,5%, enquanto a Huaneng Power International subiu 1,3%.

Já os papéis de defesa, incluindo fabricantes navais, subiram diante de expectativas de que o governo chinês continue aumentando os recursos de defesa por causa das tensões regionais. A Engineering e a China State Shipbuilding avançaram 2,1% e 1,1%, respectivamente.

O Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, fechou em alta de 1,7%, a 22.828,18 pontos, o maior nível em seis semanas. O avanço foi sustentado pelos acréscimos de papéis de empresas de tecnologia. A Tencent Holdings subiu 5,2% no penúltimo pregão da semana, depois da informação de que a companhia contratou um banco de investimentos para avaliar a possível compra de uma participação na JD, uma companhia de e-commerce chinesa. A compra da fatia daria à Tencent uma presença mais forte no mercado de compras online.

As demais bolsas da região apresentaram ganhos mais modestos à espera do discurso de Yellen. O índice sul-coreano, Kospi, avançou 0,39%, a 1.978,43 pontos, enquanto o principal índice acionário de Taiwan, o Taiex, subiu 0,45%, a 8.639,58 pontos.

Na região do Pacífico, o índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, na Austrália, mostrou queda de 0,5%, a 5.411,40 pontos, após dados que apontaram queda nos investimentos das empresas australianas. O papel da Qantas Airways perdeu 9,1%, refletindo o prejuízo líquido de 235 milhões de dólares australianos (US$ 211 milhões) no segundo semestre do ano passado, após lucro de 109 milhões de dólares australianos entre julho e dezembro de 2012.

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