Bolsas asiáticas fecham mistas com dúvidas sobre China

Os mercados de ações da região da Ásia e do Pacífico fecharam em direções divergentes nesta sexta-feira, diante de incertezas sobre a economia da China. A Bolsa de Hong Kong foi um dos destaques negativos ao acumular a sexta baixa seguida em meio a expectativas cautelosas sobre indicadores chineses, previstos para a próxima semana. Por outro lado, as possíveis notícias econômicas ruins no país foram lidas na Bolsa de Xangai como desencadeadoras para medidas adicionais de estímulo e reformas.

AE, Estadão Conteúdo

12 de setembro de 2014 | 08h09

Nos próximos dias, serão conhecidos os números de produção industrial e vendas no varejo da China. Para a equipe de analistas do Nomura, há forte evidência de que o crescimento econômico do país perdeu fôlego. Por isso, as autoridades da segunda maior economia do mundo podem ter de lançar um "arsenal maior" do que os esforços anunciados neste ano, apelidados de "mini-estímulo", para fortalecer a atividade econômica.

Com foco maior na perda de ritmo, o índice Hang Seng, de Hong Kong, cedeu 0,27%, aos 24.595,32 pontos, marcado a sexta baixa seguida. Esta foi a pior série de perdas desde maio de 2012. Na semana, o índice teve desvalorização de 2,55%. Os investidores em Xangai, por outro lado, preferiram olhar para as possíveis medidas de apoio e o índice Xangai Composto avançou 0,88%, para 2.331,95 pontos, terminando a sessão na máxima do dia e no patamar mais elevado desde 6 de março de 2013. O ganho acumulado na semana foi de 0,24%. O índice Shenzhen Composto fechou em alta de 0,92%, a 1.294,79 pontos, com elevação semanal de 1,66%.

Entre os indicadores mais recentes, os empréstimos dos bancos chineses em agosto tiveram alta, após a forte queda registrada no mês anterior, segundo dados do Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês). As instituições financeiras emprestaram 702,5 bilhões de yuans (US$ 114,6 bilhões) em novas transações em agosto, acima dos 385,2 bilhões de yuans registrados em julho. O resultado foi superior a média das expectativas dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal, de 650 bilhões de yuans.

A baixa nas ações também foi direcionada por cautela antes de eventos internacionais importantes. Na próxima semana, os escoceses vão às urnas para decidir uma possível separação frente ao Reino Unido e o Federal Reserve tem sua reunião de política monetária com entrevista coletiva da presidente da instituição, Janet Yellen. Sob este cenário, o índice S&P/ASX 200, de Sydney, recuou 0,27%, para 5.531,10 pontos, com baixa semanal de 1,25%. Nesta sexta-feira, as ações da BHP Billiton, Rio Tinto e Fortescue Metals Group avançaram 0,82%, 0,54% e 1,81%.

Outro fator da sessão foi a decisão de política monetária do Banco Central da Coreia do Sul. A instituição manteve a taxa básica de juros estável em 2,25%, conforme amplamente esperado pelo mercado. Muitos economistas previram que o BC sul-coreano faria uma pausa para monitorar os efeitos do afrouxamento monetário de agosto, quando a autoridade monetária cortou a taxa básica de juros em 25 pontos-base. O índice Kospi, de Seul, ganhou 0,38% no pregão, mas perdeu 0,37% na semana, aos 2.041,86 pontos.

Em Taipé, o índice Taiwan Weighted recuou ao menor nível em quatro semanas, com baixa de 1,07%, a 9.223,18 pontos, devido a uma realização de lucros em ações ligadas à Apple, após o anúncio dos novos produtos da gigante de tecnologia. Na semana, a baixa foi de 1,96%. Com informações da Dow Jones

Tudo o que sabemos sobre:
ÁsiaBolsas

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.