Bolsas asiáticas fecham sem direção única

As bolsas chinesas fecharam em alta nesta sexta-feira, impulsionadas por esperanças de que possíveis novas reformas de Pequim levem a um aumento na liquidez. Outros mercados asiáticos, porém, recuaram influenciadas pelo fraco desempenho das ações em Nova York, ontem, ou por realização de lucros. Na Oceania, uma nova queda nos preços do minério de ferro pressionou a bolsa australiana.

SERGIO CALDAS, Estadão Conteúdo

26 de setembro de 2014 | 08h28

O Xangai Composto, principal índice acionário da China continental, teve ligeira alta de 0,11%, a 2.347,72 pontos, mas alcançou o maior nível desde 1º de março de 2013. Na semana, o Xangai acumulou valorização de 0,8%, revertendo o pequeno recuo de 0,1% visto na semana anterior. O Shenzhen Composto, que acompanha empresas chinesas menores, subiu 0,3%, a 1.312,60 pontos.

Em Hong Kong, por outro lado, a queda vista ontem em Wall Street pesou no índice Hang Seng, que caiu 0,4%, a 23.678,41 pontos. No mercado taiwanês, o Taiex encerrou o dia no patamar mais baixo em quatro meses, com declínio de 0,2%, a 8.989,82 pontos. Fornecedores da Apple lideraram as perdas em Taiwan, após problemas relatados com o iPhone 6 Plus.

Em praças asiáticas de liquidez menor, o índice sul-coreano Kospi recuou 0,12%, a 2.031,64 pontos, enquanto o filipino PSEi cedeu 0,5%, a 7.261,30 pontos, com os investidores embolsando lucros recentes, mas o FTSE Straits Times, de Cingapura, teve alta marginal de 0,04%, a 3.292,21 pontos.

Na Austrália, o pregão foi de forte desvalorização com a continuidade da queda nos preços do minério de ferro. O índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, recuou 1,3%, a 5.313,40 pontos, o menor patamar em seis meses. Com isso, o índice australiano terminou a semana com perdas de 2,2% e ficou em nível inferior ao que se encontrava no fim do ano passado.

No setor minerador, a BHP Billiton caiu 1,8% em Sydney e a Rio Tinto cedeu 2,3%, enquanto a Fortescue recuou 2,2% - ampliando as perdas no mês a 15% -, após o preço do minério de ferro ter caído mais 1% ontem, a US$ 78,60 por tonelada, renovando a mínima em cinco anos. Com informações da Dow Jones Newswires.

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