Bolsas asiáticas fecham sem sinal definido; Tóquio avança 0,1% e Hong Kong cai 1,1%

Situação fiscal grega, queda de Wall Street e commodities fragilizam mercado, enquanto fatores locais respondem pelas altas

Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado,

25 de março de 2010 | 07h40

Os mercados da Ásia apresentaram resultados mistos nesta quinta-feira. O sentimento dos investidores esteve fragilizado pelas preocupações com a situação fiscal da Grécia. Também pesaram a queda em Wall Street e a baixa nos preços das commodities. Fatores locais foram responsáveis pelos números altistas.

Esse foi o caso da Bolsa de Tóquio, que fechou com leve alta, já que a forte desvalorização do iene obrigou à compra de ações de exportadoras pesos-pesados, como a Honda e a fabricante de maquinários Fanuc. O movimento apenas compensou o viés ligeiramente negativo do pregão. O índice Nikkei 225 avançou 13,82 pontos, ou 0,1%, e fechou aos 10.828,85 pontos.

A Bolsa de Hong Kong fechou abaixo dos 21 mil pontos. O índice Hang Seng caiu 230,07 pontos, ou 1,1%, e terminou aos 20.778,55 pontos.

A realização de lucros no setor bancário, por conta dos crescentes temores sobre a expansão do crédito no país, derrubou as Bolsas da China. O índice Xangai Composto perdeu 1,2% e encerrou aos 3.019,18 pontos. O índice Shenzhen Composto baixou 1% e terminou aos 1.175,27 pontos.

A valorização do dólar em relação ao euro estimulou a demanda pela moeda norte-americana por parte dos bancos. Isso fez o yuan sofrer nova desvalorização. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,8271 yuans, de 6,8267 yuans do fechamento.

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, teve ligeira alta. O índice Taiwan Weighted subiu 0,2% e encerrou aos 7.838,10 pontos, com os recentes ganhos nos EUA ofuscando o sentimento de cautela sobre a reunião do banco central taiwanês.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul encerrou o dia em alta de 0,4%, fechando aos 1.688,39 pontos. O resultado positivo foi influenciado pelas compras de estrangeiros, alimentadas pelas expectativas de lucros maiores nas empresas locais, especialmente dos setores automobilístico e de tecnologia.

Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 da Bolsa de Sydney registrou baixa de 0,1%, e fechou aos 4.885,4 pontos, demonstrando resistência diante das novas preocupações sobre a economia europeia e dos indicadores econômicos decepcionantes dos EUA.

Nas Filipinas, o índice PSE da Bolsa de Manila teve alta de 0,1%, e fechou aos 3.171,14 pontos.

A Bolsa de Cingapura fechou estável com os investidores cautelosos por preocupações com os ratings soberanos de alguns países europeus. O índice Straits Times teve alta de apenas 2,01 e fechou aos 2.888,37 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, subiu 0,9% e fechou aos 2.799,15 pontos, recorde de alta este ano, liderado por compras por fundos estrangeiros, de ações de bancos e do setor automotivo, mas realizações de lucros reduziram os ganhos.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, recuou 0,3% e fechou aos 784,38 pontos, com vendas em todos os setores após recentes ondas de otimismo, embora o sentimento permanece positivo.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,2% e fechou aos 1.312,48 pontos, com o mercado otimista após o banco Negara elevar a previsão do PIB do país para crescimento entre 4,5% e 5,5% em 2010 de contração de 1,7% em 2009, mas preocupações sobre déficits europeus ainda afetam o sentimento. As informações são da Dow Jones

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