Bolsas asiáticas recuam com distúrbios em Hong Kong

A Bolsa de Hong Kong fechou em forte queda nesta segunda-feira, em meio aos protestos pró-democracia iniciados no fim da semana passada, influenciando outros mercados asiáticos, mas o principal índice acionário da China continental avançou para o maior nível em quase 19 meses com a perspectiva de aumento na liquidez.

SERGIO CALDAS, Estadão Conteúdo

29 de setembro de 2014 | 08h40

O impasse visto entre manifestantes contrários a planos de Pequim de aumentar poderes sobre a ex-colônia britânica e a polícia de Hong Kong atravessou o fim de semana e se estendeu até hoje, com protestos ocupando três distritos da cidade, incluindo dois centros de compras. Com isso, o índice Hang Seng recuou 1,9%, a 23.229,21 pontos, o menor nível em dois meses e meio, após chegar a cair 2,46% durante o pregão. Os distúrbios ameaçam os negócios locais e podem pesar nas vendas no varejo antes do feriado nacional na China, uma folga de uma semana que tradicionalmente leva milhões de chineses a visitar Hong Kong para fazer compras.

Em Taiwan, o dia também foi de perdas e o Taiex atingiu o menor patamar em mais de quatro meses, com recuo de 0,3%, a 8.960,76 pontos. Em outras partes da Ásia, o índice sul-coreano Kospi cedeu 0,25%, a 2.026,60 pontos, enquanto o FTSE Straits Times, de Cingapura, teve baixa marginal de 0,08%, a 3.289,72 pontos, mas o filipino PSEi mostrou ligeiro avanço de 0,1%, a 7.265,36, favorecido por compras sazonais de fim de trimestre.

Na China continental, os investidores preferiram se concentrar nos detalhes de um programa para interligar os mercados de Xangai e Hong Kong, ignorando o expressivo recuo do Hang Seng. O índice Xangai Composto subiu 0,4%, a 2.357,71 pontos, alcançando o maior patamar desde 1º de março de 2013. O Shenzhen Composto, que acompanha empresas chinesas menores, avançou 0,9%, a 1.324,94 pontos. Na sexta-feira, Pequim anunciou novas regras do programa, que vai abrir os restritos mercados capitais chineses ao público já a partir do mês que vêm. As normas vão permitir o chamado "margin trading", ou seja, a compra de ações com o uso de dinheiro tomado de corretoras, através do novo vínculo de negociação.

Os problemas em Hong Kong também repercutiram na Oceania, com o mercado australiano recuando ao menor nível desde meados de fevereiro. Preocupações com o crescimento da China também pesaram no índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, que caiu 0,9%, a 5.264,20 pontos, pressionado por ações de bancos e do setor minerador. Entre as mineradoras, que há vários meses enfrentam os efeitos da queda nos preços do minério de ferro, a BHP Billiton perdeu 1,3%, a Rio Tinto caiu 1,5% e a Fortescue despencou 3,7%. Com informações da Dow Jones Newswires.

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