Bolsas asiáticas recuam e China cai forte

O índice Xangai Composto fechou em baixa de 1,8%, aos 2.193,07 pontos

16 de outubro de 2013 | 06h41

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em queda, com destaque negativo para o mercado chinês, que acumulou fortes perdas diante de um movimento de realização de lucros, que teve início no começo do pregão e se intensificou à medida que as negociações chegaram perto do fim da sessão.

O índice Xangai Composto fechou em baixa de 1,8%, aos 2.193,07 pontos, enquanto o Shenzhen Composto recuou 2,6%, para 1.066,33 pontos. As vendas foram impulsionadas pela expectativa por uma retomada nas ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) e na espera por dados macroeconômicos e por uma importante reunião do Partido Comunista.

O conselheiro de investimentos sênior da Everbright Securities, Tangyue Yanglin, disse que há uma especulação no mercado chinês de que o governo em breve retomará os IPOs após uma paralisação desde o fim do ano passado, o que pode inundar o mercado com novas ações e incentivar a realização de lucros pelos investidores. Os investidores também se preparam para os números que serão divulgados amanhã à noite, como o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, dados sobre produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos.

Em novembro ainda ocorrerá o plenário do Partido Comunista, quando deverá entrar em discussão uma série de reformas. "O impasse orçamentário nos EUA não parece ter algum impacto no mercado acionário da China no momento e, sem nenhum novo catalisador, faz sentido observar essa gangorra nos mercados nesses dias", disse Amy Lin, analista da Capital Securities.

As bolsas da Coreia do Sul e de Hong Kong e Taiwan também encerraram no sinal negativo, enquanto o impasse norte-americano mantém os investidores em uma postura defensiva. O índice Kospi fechou em baixa de 0,3% e atingiu os 2.034, 61 pontos, o Hang Seng caiu 0,5%, para 23.228,33 pontos, e o Taiwan Weighted perdeu 0,4% e fechou aos 8.332,18 pontos.

Ontem, o projeto discutido na Câmara dos Representantes para encerrar o impasse fiscal e elevar o teto da dívida dos EUA não avançou. Assim, a missão de costurar um acordo entre republicanos e democratas retorna para o Senado. O Tesouro alertou anteriormente que as medidas extraordinárias para manter os norte-americanos pagando suas dívidas acabarão amanhã, mas ele ainda terá dinheiro em caixa para pagar as obrigações por mais alguns dias.

Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 sustentou ligeiros ganhos de 0,1%, para 5.262,9 pontos, apoiado nas ações de mineradoras, depois de a Rio Tinto anunciar na véspera, quando os mercados asiáticos já estavam fechados, uma produção recorde de minério de ferro no terceiro trimestre. As ações das mineradoras BHP Billiton, Rio Tinto, Fortescue Metals e Arrium fecharam o pregão local com ganhos entre 1,2% e 4,6%.

Para o conselheiro de investimentos da RBS Morgans, Christopher Macdonald, os investidores estão comprando nas baixas do mercado porque esperam por uma solução para o impasse político no último minuto. Macdonald ainda prevê que a paralisação parcial do governo dos EUA adiará a redução dos estímulos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), mantendo um cenário positivo para as ações.

O índice PSEi, nas Filipinas, fechou em alta de 0,6%, aos 6.483,57 pontos. Para Ghia Yuson, analista da First Metro Securities, o balanço externo do país parece bem posicionado para o caso de um calote norte-americano ou de um rebaixamento dos EUA por uma agência de classificação de risco. Fonte: Dow Jones Newswires.

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