Bolsas asiáticas têm forte elevação; HK sobe 2,16%

Investidores da região reagiram positivamente à recuperação nos mercados chineses, após oito pregões seguidos de queda

Hélio Barboza, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado,

31 de maio de 2011 | 07h41

A maioria dos mercados da Ásia terminou com fortes resultados. Nesta terça-feira, em particular, os investidores da região reagiram positivamente à recuperação nos mercados chineses, que encerraram oito pregões seguidos de queda.

A Bolsa de Hong Kong teve a sexta sessão consecutiva de ganhos. O índice Hang Seng subiu 499,81 pontos, ou 2,16%, e terminou aos 23.684,13 pontos - no mês, contudo, o índice acumulou perda de 0,2%.

Na China, as Bolsas foram alavancadas pelas geradoras de energia, que lideraram os ganhos após a alta no preço da eletricidade. O índice Xangai Composto subiu 1,4% e fechou aos 2.743,47 pontos, após acumular perdas de 5,8% nas últimas oito sessões - no mês, o índice também teve perdas de 5,8%. O índice Shenzhen Composto ganhou 2% e terminou aos 1.111,90 pontos.

O yuan atingiu novo recorde em relação ao dólar, após o Banco Central chinês reduzir a taxa de paridade central dólar-yuan para novo patamar histórico (de 6,4856 yuans para 6,4845 yuans), em resposta ao enfraquecimento da moeda norte-americana nos mercados globais. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,4791 yuans, de 6,4829 yuans do fechamento de segunda-feira - a unidade chinesa já se desvalorizou 5,4% em relação à moeda dos EUA desde junho de 2010, quando o governo chinês deu início ao processo de mudança no câmbio.

A Bolsa de Tóquio fechou em forte alta, com as ações do setor exportador sustentadas pelas previsões otimistas para a produção industrial japonesa, bem como por um iene mais fraco depois que a agência de classificação de risco Moody´s colocou os ratings da dívida do Japão em revisão para possível rebaixamento. O índice Nikkei 225 ganhou 188,76 pontos, ou 2%, e fechou aos 9.693,73 pontos.

O mercado abriu de forma apática, mas acabou demonstrando uma reação positiva aos indicadores divulgados antes da abertura, segundo os quais as companhias consultadas pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria esperam que suas encomendas aumentem 8% em maio e 7,7% em junho, a despeito da produção industrial mais fraca do que o esperado em abril.

"Olhando esses dados de projeção, podemos confirmar uma recuperação mais rápida do que o esperado no canal de suprimentos do Japão", disse o estrategista Toshikazu Horiuchi, da corretora Cosmo Securities. Ele acrescentou, porém, que as perspectivas para depois de junho permanecem cautelosas, devido às interrupções no fornecimento de energia.

As ações das empresas exportadoras foram impulsionadas também pela cotação mais firme do euro contra o iene, após o 'Wall Street Journal' informar que a Alemanha pensa em reduzir sua pressão por um reescalonamento dos títulos da Grécia a fim de facilitar a aprovação de um novo pacote de ajuda financeira ao país.

O iene também se enfraqueceu diante do dólar depois que a Moody´s anunciou a revisão dos ratings Aa2 da dívida do Japão, em moeda local e em moeda estrangeira, para os quais a agência atribuiu uma perspectiva negativa em 22 de fevereiro. Na sexta-feira, a Fitch também atribuiu perspectiva negativa para seu rating AA- da dívida japonesa.

Entre as exportadoras com exposição relativamente elevada à zona do euro, Canon fechou em alta de 2,1% e Olympus ganhou 2,2%. Honda subiu 2%. Softbank foi a principal contribuinte para a alta do Nikkei, com valorização de 3,6% depois que Credit Suisse e Nomura Securities elevaram o preço-alvo da ação.

Tokyo Electric Power (Tepco), por outro lado, encerrou em queda de 2,8% depois que a Standard & Poor's rebaixou em dois graus o rating de sua dívida de longo prazo, de BBB para BB+, e o rating de crédito corporativo em cinco graus, para B+.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé encerrou o dia em expressiva alta, impulsionada, principalmente, pelos ganhos em ações do setor de tecnologia, valorizadas pela realização da Computex Trade Show, feira que ocorre nesta semana em Taipé. O índice Taiwan Weighted avançou 1,87% e fechou aos 8.988,84 pontos, o maior nível de fechamento desde 13 de maio.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul avançou 2,8% e terminou aos 2.142,47 pontos, com a volta dos investidores estrangeiros, em meio à diminuição das preocupações com a dívida da zona do euro.

A Bolsa de Sydney, na Austrália, fechou com o índice S&P/ASX 200 em alta de 0,9% e total de 4.708,3 pontos, puxado pelos caçadores de pechinchas e pelo desempenho positivo dos mercados futuros de ações dos EUA.

A Bolsa de Manila, nas Filipinas, fechou em baixa, prejudicada pelo lento crescimento do PIB do país no 1º trimestre, que levou alguns investidores a realizar vendas pesadas. O índice PSE recuou 1,18% e terminou aos 4.244,64 pontos.

A Bolsa de Cingapura terminou em alta pela sexta sessão seguida, em linha com os ganhos na maioria dos mercados regionais e sustentada pelo sentimento econômico global positivo. O índice Straits Times avançou 0,6% e fechou aos 3.159,93 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, ganhou 0,3% e fechou aos 3.836,97 pontos, liderado por compras de investidores estrangeiros de papeis de bancos e relacionados a produtos de consumo na expectativa de recuo na inflação em maio, que será divulgada nesta quarta-feira.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, devolveu os ganhos da parte matutina e sofreu baixa de 0,3%, fechando aos 1.073,83 pontos, por causa de realizações de lucros.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 1,0% e fechou aos 1.558,29 pontos, impulsionado principalmente pelos papeis de Tenaga Nasional (que fechou em alta de 9%), seguindo decisão do governo, ontem, de elevar os preços do gás. Otimismo sobre o resgate da Grécia incentivou os fundos estrangeiros, que saíram às compras no período da tarde

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