Bolsas buscam mais provas de melhoria nos EUA

Discursos de integrantes do banco central dos Estados Unidos devem ditar rumo dos negócios

Luciana Antonello Xavier, correspondente, Agencia Estado

19 de março de 2012 | 11h19

Após o rali da semana passada, as bolsas nova-iorquinas adotaram uma postura mais pessimista para a abertura do pregão de hoje, em busca de mais sinais sobre a melhora da economia americana e a estabilização da situação na zona do euro. Às 11h14, o Dow Jones caia 0,08% e o Nasdaq subia 0,05%.

O presidente do Fed de Nova York, William Dudley, disse hoje que ainda é muito cedo para dizer que a economia está fora de perigo. Vários outros dirigentes do Fed falam esta semana e amanhã será a vez do presidente do BC americano, Ben Bernanke, que fará a primeira de quatro conferências a estudantes da George Washington School of Business, em Washington, a partir das às 13h45, para falar sobre "as origens e a missão do Federal Reserve".

Na agenda de indicadores, o Fed de Chicago informou que a produção manufatureira no Meio Oeste subiu 1,3% para 90,1 em janeiro, sobre dezembro, graças às vendas de automóveis. O resultado de dezembro foi revisado para alta de 2,2%, de 1,7% anteriormente.

Na Europa, as bolsas recuaram dos maiores níveis em oito meses, puxadas pelos bancos. Ontem a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse durante discurso em Pequim que vê sinais de que a economia mundial está se estabilizando. "A economia mundial recuou da beira do abismo e temos motivos para estar mais otimistas", disse.

Ontem, Phil Suttle, economista do Instituto Internacional de Finanças (IIF), alertou para o risco de Portugal seguir os mesmo passos da Grécia e precisar de reestruturação da dívida. Segundo ele, é preciso aprovação de um segundo pacote de ajuda ao país o quanto antes. Esta manhã, o euro caía a US$ 1,3152, de US$ 1,3177 no fim da tarde de sexta-feira. O índice do dólar, que pesa a moeda americana ante seis principais rivais, subia 0,06%, a 79,835.

Na China, uma funcionária do Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país) afirmou que o governo continuará a aumentar a flexibilidade da taxa de câmbio do yuan, uma vez que a valorização da moeda levou o país a bater a alta recorde de déficit comercial de US$ 31,5 bilhões em fevereiro, após mais de uma década de superávits.

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