Bolsas caem por Península Ibérica, mas sobem na semana

O índice pan-europeu Stoxx 600 perdeu 0,11%, para 296,20 pontos; na semana, houve ganho de 2,74%

12 de julho de 2013 | 14h14

As Bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda, pressionados por renovados temores com Espanha e Portugal, além de preocupações com a desaceleração da China. Nem mesmo comentários positivos de dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) sobre a manutenção da política monetária acomodatícia foram suficientes para animar os investidores. O índice pan-europeu Stoxx 600 perdeu 0,11%, finalizando a 296,20 pontos. Na semana, entretanto, houve alta de 2,74%.

A Península Ibérica roubou os holofotes neste pregão na Europa. Na Espanha, o governo anunciou que cortará subsídios pagos a geradoras de energia renovável e elevará tarifas de consumo de eletricidade para reduzir a pressão sobre os cofres públicos. Isso deve contribuir ainda mais para a recessão no país.

Em Portugal, continua a crise política provocada pelo plano do presidente Aníbal Cavaco Silva de criar um governo de "salvação nacional", que incluiria a oposição. Assim, o chefe de Estado rejeitou o plano do atual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que queria colocar seu parceiro de coalizão Paulo Portas como vice-premiê e resolver a crise mais rapidamente.

O plano de Cavaco Silva é difícil de se concretizar, porque o Partido Socialista, maior força da oposição, lidera com folga as pesquisas de intenção de voto e prefere que novas eleições ocorram agora, e não somente em 2014, como defende o presidente.

Entre os dirigentes do BCE, o economista-chefe do banco central, Peter Praet, defendeu o anúncio da instituição de manter a política monetária acomodatícia no futuro próximo, chamando a medida de "um sinal forte". Já o vice-presidente da instituição, Vitor Constâncio, disse que a política monetária da zona do euro deve permanecer acomodatícia por mais tempo que a dos Estados Unidos.

Em relação à China, no fim da noite passada, o ministro de Finanças do país, Lou Jiwei, disse em Washington que a China deve atingir a meta de crescimento deste ano, de 7,5%, mas que não seria "um grande problema" a economia do país expandir 7% ou 6,5%. Mesmo assim ele descartou a possibilidade de um "pouso forçado" do gigante asiático.

Nesse cenário, o índice CAC-40, da Bolsa de Paris, caiu 0,36%, fechando a 3.855,09 pontos. Na semana, entretanto, houve alta de 2,70%. A Schneider Electric perdeu 4,06%, depois de fazer uma oferta de 3,31 bilhões de libras esterlinas (cerca de US$ 5,03 bilhões) pela britânica Invensys. A Pernod Ricard teve desvalorização de 2,42%, após o comentário negativo de um analista.

Em Londres, o índice FTSE teve variação positiva de 0,02% e fechou a 6.544,94 pontos. No acumulado da semana, a alta foi de 2,66%. O destaque de ganho foi a Resolution, que subiu 3,41% após ter sua recomendação elevada pela Nomura. No campo negativo, apareceu a Reckitt Benckiser, que perdeu 5,11%.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX teve alta de 0,66%, encerrando a sessão a 8.212,77 pontos. Na semana, o avanço foi de 5,21%. A Daimler saltou 5,54%, após divulgar resultados melhores do que o esperado no segundo trimestre. Infineon teve alta de 2,30% e Volkswagen ganhou 1,55%.

Em Madri, o índice IBEX-35 perdeu 2,32%, terminando aos 7.844,70 pontos. Na semana, a queda ficou em 0,30%. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 teve retração de 1,09%, aos 5.364,40 pontos. No acumulado semanal, o indicador caiu 0,79%. O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, perdeu 1,57%, a 15.430,57 pontos. No resultado semanal, a retração ficou em 1,0%. Fonte: Dow Jones Newswires.

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