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Bolsas da Ásia caem com Wall Street e temor de recessão

Riscos de recessão global e baixas registradas ontem nos EUA afetaram mercados asiáticos

Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado,

23 de setembro de 2011 | 07h44

A maioria das Bolsas da Ásia encerrou em baixa, no embalo da forte queda registrada em Wall Street na véspera e em meio aos temores de uma recessão global. Não houve negociações na Bolsa de Tóquio por ser feriado no Japão.

Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, que encerrou no menor patamar em 26 meses. Em sessão volátil, os investidores estiveram relutantes em segurar suas posições, apesar da recuperação em algumas ações retardatárias. O índice Hang Seng caiu 243,12 pontos, ou 1,4%, e encerrou aos 17.668,83 pontos, o pior fechamento desde 13 de julho de 2009 - na semana, o índice acumulou queda de 9,2%.

As Bolsas da China fecharam em queda, também influenciadas pelas incertezas sobre o crescimento da economia doméstica. O índice Xangai Composto perdeu 0,4% e terminou aos 2.433,16 pontos - na semana, o índice apresentou baixa de 2%. O índice Shenzhen Composto recuou 0,9% e fechou aos 1.060,67 pontos.

O yuan se desvalorizou sobre o dólar, após o Banco Central chinês elevar a taxa de paridade central dólar-yuan (de 6,3808 yuans para 6,3840 yuans), em meio aos crescimento das preocupações na zona do euro. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,3889 yuans, de 6,3877 yuans ontem.

Já a Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, tombou para a menor pontuação em mais de 14 meses, espelhando o declínio nos mercados mundiais. O índice Kospi perdeu 5,73%, a maior queda porcentual diária em um mês, e encerrou aos 1.697,44 pontos, o pior fechamento desde 7 de julho de 2010 - na semana, o índice teve perdas de 7,8%, porcentual que sobe para quase 10% em setembro.

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, fechou na menor pontuação em dois anos, com os investidores descrentes de que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) seja capaz de reativar a economia local - e de que os problemas da dívida da zona do euro tenham uma solução em vista. O índice Taiwan Weighted retrocedeu 3,55% e fechou aos 7.046,22 pontos - a menor pontuação desde 2 de setembro de 2009.

Na Austrália, a Bolsa de Sydney permaneceu sob pressão e também fechou em baixa, em negociação volátil, com as ações do setor de mineração liderando as perdas. O índice S&P/ASX 200 baixou 1,56% e terminou aos 3.903,20 pontos.

A Bolsa de Manila, nas Filipinas, também fechou em forte baixa. O índice PSEi recuou 5,13%e terminou aos 3.885,96 pontos.

A Bolsa de Cingapura caiu em meio a temores sobre nova recessão global, fechando uma semana em que o índice Straits Times recuou 3,2%. Mas o índice teve leve recuperação, com aquisições de blue chips mais abatidas pelas desvalorizações contínuas. O STI cedeu 0,8% e fechou aos 2.698,80 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, teve alta de 1,7% e fechou aos 3.426,34 pontos, por conta de procuras por ofertas e ajudado também pelo ganhos no índice Dow Jones futuro.

A Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, sofreu sua maior baixa em quase três anos, com o pânico dos investidores com a situação econômica dos EUA e da zona do euro. O indie SET recuou 3,3% e fechou aos 958,16 pontos.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, acompanhou os receios dos demais mercados regionais e perdeu 1,6%, fechando aos 1.365,94 pontos. As informações são da Dow Jones

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