Bolsas da Ásia fecham com sinais distintos

Hong Kong teve o quinto pregão seguido de ganhos 

Hélio Barboza, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado,

30 de maio de 2011 | 07h20

Os mercados asiáticos iniciaram a semana sem sinal definido. Houve realização de lucros em algumas bolsas, enquanto em outros mercados predominou a cautela que antecede a divulgação de indicadores econômicos da região e dos EUA, nesta semana.

A Bolsa de Hong Kong teve o quinto pregão seguido de ganhos. O rali foi liderado pelas varejistas, por conta da forte demanda por parte dos turistas, e por números saudáveis do mercado de trabalho local. O índice Hang Seng subiu 66,25 pontos, ou 0,3%, e terminou aos 23.184,32 pontos.

Já a Bolsa de Tóquio fechou em queda, em meio à venda de ações de exportadoras referenciais, pressionadas pela firme cotação do iene contra o dólar e pela incerteza em relação à projeção da Honda. O índice Nikkei 225 declinou 16,97 pontos, ou 0,2%, e fechou aos 9.504,97 pontos.

Ao longo da sessão, o índice oscilou de forma apática, com os "players" cautelosos quanto à possibilidade de o dólar se enfraquecer ainda mais ante a divulgação de dados econômicos importantes dos EUA nesta semana.

O sentimento do mercado também foi abatido em certa medida pela política, uma vez que os partidos de oposição continuaram a intensificar sua campanha pela renúncia do primeiro-ministro Naoto Kan. Os oposicionistas ameaçam aprovar uma moção de desconfiança em reação ao modo como o primeiro-ministro conduziu a crise nuclear provocada pelo terremoto e tsunami de 11 de março.

Na China, a Bolsa de Xangai apresentou a oitava sessão seguida de queda, novamente derrubada pelas preocupações sobre a redução do crescimento da economia doméstica e a alta da inflação. O índice Xangai Composto caiu 0,1% e fechou aos 2.706,36 pontos, no pior fechamento desde 30 de setembro de 2010. O índice Shenzhen Composto perdeu 0,96% e terminou aos 1.090,50 pontos.

O yuan se valorizou para um novo recorde histórico em relação ao dólar, após o Banco Central chinês reduzir a taxa de paridade central dólar-yuan para um novo patamar histórico (de 6,4898 yuans para 6,4856 yuans), em meio aos temores sobre a alta inflacionária. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,4829 yuans, de 6,4917 yuans do fechamento de sexta-feira.

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, fechou em leva alta, com o sentimento positivo no setor de tecnologia diante da Computex Trade Show, que começa hoje. O índice Taiwan Weighted subiu 0,16% e fechou aos 8.823,68 pontos.

Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 da Bolsa de Sydney cedeu 0,35% e terminou aos 4.667,5 pontos, puxado pelas ações dos quatro maiores bancos do país e pela aversão ao risco demonstrada pelos investidores ante a divulgação de dados econômicos importantes prevista para esta semana.

O índice Kospi da Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, teve queda de 0,3% e fechou aos 2.093,79 pontos.

Nas Filipinas, a Bolsa de Manila encerrou o dia em alta, influenciada pelos ganhos em Wall Street na sexta-feira. O índice PSE avançou 0,48% e fechou aos 4.295,24 pontos.

A Bolsa de Cingapura teve ligeira alta, puxada pelos resultados positivos em Wall Street, embora os volumes permaneçam fracos, uma vez que os investidores começam a se aquietar devido a feriados. Os mercados dos EUA e do Reino Unido estarão fechados nesta segunda-feira por conta de feriados. O índice Straits Times subiu 0,2% e fechou aos 3.140,60 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, recuou 0,2% e fechou aos 3.826,14 pontos, com vendas de papeis relacionados a petróleo e produtos de consumo mantendo o índice no vermelho.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, subiu 0,9% e fechou aos 1.076,50 pontos, mas com fraco volume, uma vez que os investidores estão de lado na ausência de boas novas. Ajudaram pesos pesados e energia e do setor bancário.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, teve baixa de 0,4% e fechou aos 1.542,84 pontos, com investidores realizando lucros em meio ao fraco sentimento devido à ausência de fatores motivadores. As informações são da Dow Jones

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